CATEGORIA: Agronegócio

Nova Esperança dribla crise cafeeira e se torna referência na produção do bicho-da-seda

Cidade paranaense produz cerca de 380 toneladas de casulos por ano e investe em artesanato com a seda produzida

Até meados da década de 70, Nova Esperança, cidade do interior do Paraná, tinha no café o motor de sua economia. No entanto, fortes geadas em 1975 fizeram a produção declinar. Para driblar a crise, os agricultores passaram a diversificar a produção, substituindo as plantações de café por criações de gado e por novas culturas como laranja, uva e mandioca. Porém, foi a partir do bicho-da-seda que a cidade se reinventou. A atividade de produção da seda já existia na região, mas se intensificou graças ao empenho dos produtores e incorporação de tecnologias de produção e beneficiamento. O bicho-da-seda hoje é a principal fonte de renda da agricultura familiar do município.

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Anualmente, são produzidas mais de 380 toneladas de casulos e Nova Esperança é considerada a “Capital Nacional do Bicho-da-Seda”. A articulação, investimentos e capacitações junto a órgãos de fomento da agricultura e técnicas de aprimoramentos genéticos e para ganhos de produtividade, são aspectos que ajudam a explicar o destaque da cidade. A proximidade com Londrina, maior cidade do Paraná, é outro ponto chave que facilita o escoamento da produção.

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Com tanta matéria-prima em mãos e um ciclo de agricultura de 9 a cada 12 meses (as lagartas não sobrevivem ao inverno), o artesanato com seda passou a ser realizado durante os três meses ociosos. Em 2007, foi criado o Projeto Seda Justa para produção de cachecóis e outras peças de seda feitas por mulheres agricultoras da Vila Rural Esperança, localizada no município. Organizadas em uma cooperativa, a Artisans Brasil, e focada no comércio justo, cada uma tem renda de pelo menos R$ 1000 por mês. As peças são vendidas para o mercado brasileiro e também internacional, sendo exportadas para algumas lojas da rede francesa Artisans du Monde.

O projeto tem parceria com o Programa Universidade Sem Fronteira, da Secretaria de Ciência e Tecnologia do Governo do Paraná e com a Incubadora Tecnológica de Maringá. Recentemente, as artesãs incorporaram um código de rastreabilidade, um QR code, em todas as peças que produzem. O código comprova que as produções foram cultivadas e confeccionadas na região de maneira sustentável.

Todos esses elementos de Nova Esperança demonstram que é possível reverter situações críticas por meio de esforço, articulação e integração entre produtores. A inovação nos processos e a busca por superação são aspectos que não podem faltar em um plano de desenvolvimento de um setor. E sua cidade, quais setores podem ser destaques no estado? No país? E no mundo?

 

Região do Jaíba (MG) se beneficia da indústria de doces para aproveitar a fruta madura

Entre 15 a 20% da produção de frutas maduras, que seria descartada, é destinada ao processamento em fábricas locais

Minas Gerais é o quarto estado que mais produz bananas no Brasil: espera-se uma colheita de 815.536 mil toneladas este ano. A safra vem aumentando anualmente graças às novas tecnologias e ao maior cuidado no cultivo, porém cerca de 20% da produção não é vendida para consumo in natura e seria descartada por estar muito madura ou por não atenderem às exigências de mercado, como o tamanho, por exemplo. Isso se o pensamento dos produtores não tivesse mudado.

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Nos últimos anos, os produtores têm dado maior valor à fruta madura, impossível de ser transportada e vendida em mercados nas grandes cidades. Essa “sobra” está sendo vendida para processamento em indústrias alimentícias. A banana madura vira bananada, barrinhas de cereal, banana desidratada, balas, entre outros produtos. Esses alimentos conservam as propriedades nutritivas da fruta e têm validade muito maior do que in natura.

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Segundo a ABANORTE (Associação Central dos Fruticultores do Norte de Minas), cerca de 20% da produção de banana-prata da região do Jaíba, no Norte de Minas, está abaixo do padrão de venda ou muito maduras e são comercializadas pela metade do preço de mercado às fábricas de doces e outros beneficiamentos. Caso não enxergassem essa oportunidade de mercado, os produtores teriam que assumir essa parcela da produção como perda, apesar de a fruta não estar estragada.

Devido ao valor mais baixo por quilo, os agricultores só vendem a produção que seria descartada. A vantagem do uso dessa banana na indústria de doces é que, além de ser mais barata, ela já tem alto teor de açúcar naturalmente. O agricultor ganha na venda do que iria jogar fora e a indústria de alimentos economiza comprando um produto mais barato e ideal para seu processamento, pois já estão suficientemente maduras.

Essa prática pode ser transportada para outras culturas e até mesmo para outras atividades. Inspire-se, dissemine boas práticas e ajude a transformar a economia de sua cidade!

Inovação faz parte da agricultura em MG

Em Montes Claros, sistema de irrigação contribui para a redução do consumo e resolve um problema para produtores locais

Em tempos de escassez de recursos hídricos, são destaque os projetos que apresentam soluções simples e ligadas ao consumo consciente de água. É o caso de uma técnica de irrigação localizada, que reduz o desperdício e contribui para a economia em Montes Claros, cidade do norte de Minas Gerais.

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Em regiões semiáridas e áridas, águas subterrâneas são utilizadas para irrigação de plantações. O problema é que essas reservas naturais possuem uma grande concentração de calcário, que acaba entupindo os bicos do sistema de irrigação por gotejamento – método que faz a planta captar de 80 a 90% da água, frente aos 60% da irrigação tradicional.

Apesar da absorção eficiente, o entupimento gera inconvenientes para os agricultores. Por afetar a produtividade, já que algumas plantas acabam não recebendo água, o método é rejeitado por parte dos produtores. Aqueles que optam pelo procedimento acabam utilizando ácidos para desobstruir os gotejadores, uma decisão perigosa que envolve o manuseio de toxinas e a potencial contaminação do solo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de Montes Claros, em parceria com o Sebrae Minas e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), desenvolveram uma solução dentro do Programa de Incentivo à Inovação – PII. O sistema adiciona gás carbônico (CO2) à água durante a irrigação.

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O gás dissolve os carbonatos, responsáveis pelos entupimentos. Além disso, a técnica reduz naturalmente o consumo de água pelas plantas, mesmo em regiões áridas. Segundo os pesquisadores, o CO2 não penetra mais do que 15 cm abaixo do solo. Ou seja, não causa o deslocamento de minerais (lixiviação) para o lençol freático. A técnica está em fase de prototipação, mas tem tudo para evoluir e tornar-se parte dos processos de agricultura na região já que é boa para o meio ambiente e também  para os produtores.

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E se você quiser mudar sua fazenda urbana de lugar?

Empresa cria projeto móvel de cultivo de hortaliças

Cidade grande, poluição, prédios, hortaliças frescas e saudáveis? Sim! Cabe tudo isso na mesma frase e (quase) no mesmo espaço. E a gente conta como é possível. 10517532_758328850892674_4992929692593964300_n As fazendas urbanas não são novidade em várias cidades mundo afora. Basta encontrar um lugar inutilizado – como os telhados de prédios comerciais – e preparar o espaço para cultivar verduras e legumes. No entanto, o investimento não é tão simples. É necessário preparar o local para receber a terra, a irrigação e as estufas para proteger os alimentos das intempéries do clima. Sem falar que hortas não são vasos que podem ser mudados de lugar, certo? Quer dizer, agora são mais ou menos isso. nick_with_UCSC Cityblooms é a empresa norte-americana idealizadora das mini-fazendas portáteis, modulares e tecnológicas. Com estrutura leve e peças removíveis, é relativamente simples mudá-las de lugar. Segundo a empresa, com a possibilidade de “rearranjar” as coisas no futuro, donos de estabelecimentos inutilizados estão mais inclinados a implementar uma horta dessas em suas propriedades. E não é só pela mobilidade. As mini-fazendas são conectadas à eletricidade para oferecer monitoramento remoto das plantações. O sistema automatizado controla o crescimento das sementes, o nível de umidade, a nutrição das plantas e ainda rega, orienta a ventilação, os drenos e filtros de água. O “fazendeiro” pode administrar tudo online. 1422410_758337234225169_8662551583900187419_n Além do aparato digital, as estufas evitam o contato das hortaliças com a poluição do ambiente. O resultado são alimentos livres de material tóxico. Mesmo com o gasto de energia elétrica, o investimento é compensado pela capacidade de produção (27 kg de vegetais por semana em uma estufa com dez pés) e pela redução do custo em transporte – já que a ideia das hortas locais é abastecer aquela determinada área. Confira mais detalhes no vídeo abaixo.

Alguns protótipos já estão sendo testados na área da baía de São Francisco, nos EUA. A expectativa é que o produto chegue o quanto antes ao mercado norte-americano e, depois, ao internacional. Já imaginou qual local em sua cidade poderia receber uma dessas?

Leia mais sobre fazendas urbanas:

Outdoor sustentável no Peru revoluciona a agricultura

Em Lima, mecanismos de purificação escondidos em um outdoor sustentável filtram a umidade do ar para cultivar alimentos saudáveis

No Peru, descobrimos que é possível resolver o problema de poluição da água com a ajuda de um outdoor. Antes de mais nada, sabemos que algumas cidades do mundo já proíbem o uso de outdoors na publicidade porque, dentre outros problemas, eles contribuem para a poluição visual. No entanto, em alguns lugares eles ainda são permitidos. Será que é possível transformar este ‘vilão’ em herói? A cidade de Lima prova que sim.

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Repare bem nas alfaces da foto acima. Dá para imaginar que foram cultivadas com água coletada de um outdoor? Pois é isso mesmo que acontece ao sul da capital Lima, na comunidade rural Bujama. Um sério problema tem afetado a principal atividade comercial de seus habitantes, a agricultura. A água do rio utilizada para irrigar as plantações de verduras e frutas está contaminada com poluentes como arsênio, chumbo e cádmio que chegam aos alimentos e pratos de todos na região da capital peruana.

Foi então que a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) se juntou à global FCB Mayo (multinacional de publicidade) para dar um uso benéfico a esse meio de comunicação. Eles criaram o Air Orchad, um outdoor com um mecanismo que filtra o ar e o transforma em água limpa que alimenta uma estufa onde são cultivados verduras e legumes livres de qualquer contaminação.

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Escondidos atrás do outdoor estão 10 desumidificadores que retiram a umidade do ar que desce por tubos de PVC revestidos com nutrientes. Os tubos fazem parte de um sistema de irrigação por gotejamento de uma fazenda hidropônica que cultiva verduras saudáveis próximo a uma grande rodovia.

As verduras cultivadas são distribuídas gratuitamente para toda a população local. Basta chegar e garantir a feira da semana. Confira neste vídeo como a ideia foi desenvolvida e como beneficia os cidadãos peruanos:

A ideia pode não resolver o problema da poluição do rio, mas certamente chama a atenção para a importância do assunto e, também, para a inventividade dos pesquisadores locais que conseguiram uma alternativa para cultivar alimentos saudáveis. Um exemplo de ação em que todos os envolvidos saem ganhando.

Projeto reutiliza água da chuva para cultivar flores em Minas

Bem sucedido no combate à seca deste ano, o projeto de Munhoz será implantado em outras cidades do Sul de Minas

Para contornar os riscos de falta d’água em períodos de seca, Roberval Ramos de Moura criou um projeto de armazenamento de água da chuva para reutilizá-la nas suas plantações de flores. A solução é relativamente simples: a água cai na coberta das estufas, é guiada por um sistema de calhas, passa por uma galeria e chega aos reservatórios.

A proposta deu tãoOlho cidades empreendedoras 2603 certo que ele criou um reservatório para cada estufa que possui. O sistema é capaz de armazenar até 2 milhões de litros de água e Ramos não teve problemas com a estiagem que atingiu a região sudeste do Brasil nos últimos meses, por exemplo. A chuva que houve foi suficiente para encher metade dos reservatórios e é com essa água que ele irriga as flores três vezes por semana.

Com 2 milhões de litros de água, o que corresponde a um reservatório cheio, é possível irrigar uma lavoura de dois hectares com flores por até quatro meses. Os tanques de armazenagem também ficam perto das lavouras, o que reduz gastos com transporte.

Outras cidades pretendem implantar o sistema criado para aproveitar a água da chuva. Na cidade de Itapeva, a solução já é usada por produtores de rosas e alstroemérias.

 

Quem fez acontecer?

O produtor Roberval Ramos de Moura

 

O que fazer quando é preciso mudar até as leis para concretizar um projeto

Em LA, nenhuma barreira foi suficiente para uma mulher conseguir alterar até as leis da cidade

As cidades erguidas sob asfalto, aço e cimento perpassam um senso de permanência e rigidez que não representa sua verdadeira característica: a mutabilidade. As cidades são mudadas por pessoas se conectando, conversando e dizendo o que elas querem. Você não precisa ser super politizado ou rico e influente, talvez você só precise de um problema para resolver.

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Este é o caso da Tara Kolla, moradora de Los Angeles, nos EUA, e fundadora da Silver Lake Farms, uma fazenda sustentável de flores orgânicas cultivadas perto do centro da cidade. Sua história protagoniza uma onda de mudanças que aconteceram em LA na última década no que diz respeito à agricultura urbana.

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No início dos anos 2000, a cidade de Los Angeles possuía leis muito rígidas e sem sentido sobre várias atividades que iam de compostagem, apicultura urbana a jardinagem em calçadas. Ou seja, atividade comercial que Tara desenvolvia com sua fazenda de flores orgânicas era ilegal. Mas isso acontecia por toda a cidade, já os residentes costumavam quebrar essas regras todo o tempo.

Porém, Tara não aceitou esta situação sem sentido e correu até a prefeitura pronta para lutar pelos seus direitos. Felizmente, lá ela encontrou uma turma de outros profissionais que queriam o mesmo que ela. Foi então que eles se juntaram e organizaram um movimento que criou uma comunidade agrícola com site, identidade visual e um crescente número de adeptos. Com a pressão política do grupo, a cidade acabou por alterar uma lei que permitiu a seus cidadãos produzirem em suas terras com o intuito de vender localmente seus produtos e alimentos.

Tara, que tornou-se uma referência local na luta por direitos, disse que nunca teve ideia de que ela poderia fazer uma mudança e, muito menos, do seu próprio poder como cidadã. Toda a mudança que aconteceu em Los Angeles foi graças a pessoas que amam o que fazem e estavam dispostas a enfrentar os obstáculos para concluir um proejto. A motivação era um autêntico desejo de mudar o ambiente social em que viviam e trabalhavam.

É de se aplaudir e se inspirar!

A solução da agricultura pode estar nos centros urbanos

Em Honolulu, no Havaí, ações têm provado que ao se pensar a relação das pessoas com a terra, de uma maneira sustentável, a economia e o social saem vitoriosos

Quando pensamos no Havaí, as imagens vêm naturalmente à cabeça são de paisagens paradisíacas, praias e natureza exuberantes. Até certo ponto essa visão é correta, já que é a referência mais conhecida do estado norte-americano.

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No entanto, tanta exuberância esconde uma realidade que tem custado caro, literalmente, aos habitantes. A agricultura não é nem de longe suficiente para abastecer a demanda interna. Isso significa que o estado importa até 85% de toda a comida consumida pela população. Agora, imagine quanto isso custa no dia a dia.

Tanta natureza para nada, diriam alguns. No entanto, a situação é mais complexa e abrange conceitos sociais intricados. Fora o alto custo de vida, com a gasolina e a habitação entre os mais elevados do país, que não colabora para o estímulo da agricultura entre a população. O desenvolvimento urbano e o turismo sempre representaram mais os interesses de investimento dos cidadãos locais.

A boa notícia é que existem pessoas e iniciativas dispostas a mudar essa relação entre moradores locais e o uso da terra. Hunter Heaivilin é diretor de três entidades sem fins lucrativos focadas em agricultura em Honolulu. Ele também é diretor da Asia-Pacific Center for Regenerative Design e trabalhou em projetos de desenvolvimento sustentável no Haiti, Peru, Vanuatu e, claro, no Havaí. Para ele, a solução para a situação da agricultura no estado é criar uma floresta urbana de alimentos no centro de Honolulu.

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Ele acredita que o crescimento urbano pode ser gerenciado com uma melhor utilização dos próprios recursos naturais do Havaí, através de conhecimento e mudança de mindset. Para tanto, a primeira investida concentrou esforços no bairro de Kaka’ako, em Honolulu, uma zona anteriormente industrial que sofreu mudanças dramáticas nos últimos tempos. Inicialmente considerado local de projetos de desenvolvimento do setor de turismo de luxo, passou a receber um grande acampamento de desabrigados.

O pontapé então se deu com a instalação da Urban Farm Hawai’i que vai cultivar banana e uma grande variedade de legumes. Os envolvidos no projeto esperam que a irrigação cuidadosamente gerida a partir do aproveitamento da água de chuvas vai fazer com que o potencial verde do lugar ganhe destaque rapidamente e, consequentemente, conquiste a importância na mente da comunidade do entorno.

Todos os projetos criados por Heaivilin têm como objetivo a mudança social aliada a transformações culturais através do compartilhamento de conhecimento. É isso que ele tem feito no Havaí e alguns outros lugares do mundo. Abaixo você pode conferir uma palestra em um evento TEDx em que ele conta como sua vida gira em torno de ideias que possam fazer com que pessoas interajam melhor com o lugar onde vivem e enxergam o potencial natural escondido.

O destino do lixo na cidade de Velingrado

Famílias ciganas produzem fertilizantes naturais a partir dos resíduos domésticos, animais e da agricultura do local na cidade de Velingrado

Pequenas comunidades de roma, etnia também conhecida como cigana, na Bulgária, receberam treinamento para transformar os resíduos orgânicos em biocompostagem para seus cultivos e de sua região. O projeto “Compostagem – um meio de vida para a minoria étnica roma (ciganos) em uma cidade pequena. Família, compostagem de jardins e resíduos residenciais em biocompostagem” foi feito pela ONG Euromodel e executado em Velingrado.

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A pequena cidade no sul da Bulgária tem um problema histórico com o despejo de lixo doméstico, animal e da agricultura. As pessoas costumavam enterrar o lixo em qualquer espaço disponível, o que ameaça a qualidade do solo e dos lençóis freáticos da região. Diante da situação, a ONG se reuniu com os cidadãos de Velingrado para um processo de reeducação sobre o destino do lixo – e como reaproveitá-lo.

O projeto tem três prioridades: processar o lixo orgânico da cidade e sua zona rural, integrar ciganos desempregados nessa função, dando-lhes ocupação e meios de sobrevivência, e empregar a compostagem em cultivos pequenos das comunidades Roma e nas estufas municipais de Velingrado. Isso tudo resulta em suprimento de alimentos sem aditivos químicos para as escolas públicas.

Em ação desde 2003, o projeto é um sucesso e pretende expandir seus domínios a outras comunidades no entorno de Velingrado.

Quem fez acontecer?

ONG Eurovision, em parceria com as comunidades Roma (ciganos) de Velingrado

 

Londres terá ponte com jardim plantado sobre o rio Tâmisa

Além da fazenda subterrânea, a cidade também prevê construção de um jardim-ponte

É sempre assim, quem conhece Londres costuma colocá-la no ranking das cidades mais incríveis da Europa. Seja pelas artes e seus escritores e pintores históricos, ou pela moda, música e design, Londres parece ser a cidade onde todo mundo deseja viver. E a cidade faz jus à essa adoração, ainda mais agora com este novo projeto que promete emoldurar as margens do Rio Tâmisa.

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The Garden Bridge é um projeto antigo imaginado pela atriz Joanna Lumley, que só agora encontrou apoio na prefeitura da cidade. Para ela, a ponte será um local para pessoas sonharem em cima de um dos maiores rios da Europa. Confira no vídeo abaixo mais detalhes do projeto da ponte-jardim:

The Garden Bridge from TTA Public Relations Ltd on Vimeo.

Apesar de enfrentar comparações desfavoráveis com o High Line  de Nova Iorque, a maioria dos cidadãos acredita que a ponte será mais um cartão postal da cidade. Ela vai conectar o Covent Garden e os teatros do West End ao novo centro cultural de South Bank. Será, na verdade, mais do que um jardim suspenso, será um jardim sobre um rio.

Liderado pelo The Garden Bridge Trust, o design inovador da Garden Bridge vai integrar um novo tipo de espaço público na malha urbana da cidade, somando-se ao rico e diversificado patrimônio hortícola de Londres. A cidade é famosa pela jardinagem e quer se manter assim para seus cidadãos e turistas.

Aliás, por falar em jardins e hortas, é também de Londres inovadora ideia das hortas subterrâneas. Abaixo da Northern Line, uma das linhas mais movimentadas do metrô da cidade, está sendo desenvolvida a 1ª plantação subterrânea da capital britânica, que já é uma atitude empreendedora citada por aqui.

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Seja acima do chão ou abaixo dele, Londres parece mesmo ter um amor especial pelos jardins e hortas. Esperamos que essas ideias influenciem outras grandes cidades e pessoas do mundo.

Quem fez acontecer?

A atriz Joanna Lumley, com o apoio na prefeitura da cidade.

Quer ver uma ideia como essa acontecer na sua cidade?

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