CATEGORIA: Comércio

Fé e turismo são as apostas de Santa Maria do Suaçuí

Como o turismo religioso gerou diversas oportunidades de negócio na cidade

A pequena cidade de Santa Maria do Suaçuí, no Vale do Rio Doce, visitada por romeiros de todo país, torna-se gigante quando o assunto é experiência de Fé. Conhecida principalmente pela história e relatos de milagres do Cônego Lafayette da Costa Coellho, sacerdote católico nascido no Serro e sepultado em Santa Maria do Suaçuí onde se dedicou à evangelização por 44 anos, a cidade é famosa por suas festividades religiosas que acontecem desde 1972.

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O turismo religioso atrai cerca de 30 mil visitantes por ano durante as celebrações, mas o município tem buscado novas estratégias para garantir o fluxo de visitantes o ano inteiro. Umas delas é o fortalecimento dos setores de comércio e serviço por meio capacitação dos gestores, visando transformar a experiência do turista em algo único. Com a melhoria dos serviços oferecidos, busca-se fidelizar o cliente, fazendo com que tenham interesse em retornar em outras ocasiões e também façam boas recomendações nas mídias sociais – que têm tido cada fez mais peso na escolha dos viajantes.

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Uma parceria com o Sebrae ajudou a articular as lideranças locais e a disseminar conceitos de empreendedorismo, gestão financeira e logística. Também aconteceram ações de conscientização do empresariado sobre as oportunidades de negócios que acontecem durante os eventos religiosos e a perspectiva de atrair novos turistas. Empreendedores de segmentos tradicionais, como hotelaria e restaurantes, além de artesãos, produtores de cachaça, quitandeiras e doceiras fazem parte desse movimento.

O turismo abre possibilidade de vários negócios locais e o projeto busca contemplar todas essas vertentes. Até mesmo reuniões com taxistas locais foram contempladas pelo programa. Os resultados já têm sido percebido pelos empresários locais.

Sua cidade tem potencial turístico? Ele está sendo bem aproveitado? É possível melhorar? Reflita sobre sua cidade, inspire-se e faça acontecer!

Cidade americana diversifica modelo econômico e supera o fechamento de sua principal indústria

Recrutamento e formação de pessoas, pesquisa e gestão empresarial foram as estratégias de Ponca City

Localizada no estado de Oklahoma, Estados Unidos, Ponca City é centro comercial de pesquisa, conhecida por suas facilidades corporativas. A pequena cidade, com cerca de 25 mil habitantes, apresenta baixa criminalidade, baixo custo de vida e uma comunidade ativa. Mas nem sempre foi assim.

Historicamente, cerca 80% da economia de Ponca City dependia da empresa Conoco Oil Company, que, em 1980 empregava diretamente mais 5 mil pessoas.  Em 1993, a crise atingiu o setor petroleiro local e cerca de 1400 empregos foram cortados, levando a um aumento expressivo da taxa de desemprego que saltou de 6% para 12%.

Diante dessa situação, Ponca City buscou diversificar sua economia. Em 1994, foi criado o Comitê Consultivo de Desenvolvimento Econômico (Economic Development Advisory Board – EDAB) como parte da Câmara de Comércio. Além do comitê, reduziu impostos para atrair duas grandes empresas para repor os empregos perdidos e apoiou outros 20 pequenos negócios.

Já em 2002, a Conoco Oil Company foi comprada pela Phillips Petroleum e novos postos trabalho foram reduzidos, cerca de 3500. Frente ao novo cenário, a Prefeitura adotou mudanças significativas do sistema de promoção ao desenvolvimento econômico e criou a Autoridade de Desenvolvimento de Ponca City (Ponca City Development Authority – PCDA). O órgão avaliou os recursos presentes na comunidade e as necessidades das empresas locais e, com isso, desenvolveu um programa para revitalizar a força de trabalho da cidade.

Através de uma parceria com o Centro de Tecnologia Pioneiro (Pioneer Technology Center) passou a investir ainda mais em capacitação e treinamento. O Centro é parte do sistema estadual de educação vocacional de Oklahoma e programas foram desenhados para apoiar a carreira de estudantes e aumentar a qualificação da mão de obra. O Centro também se tornou um espaço de incubadora de empresas que, em duas décadas de operação, apoiou a formação de 40 empreendimentos sendo que, 86% deles ainda estão em operação com um total de 120 empregos diretos criados.

Negócios foram atraídos para Ponca City graças à sua capacidade de recrutar, treinar e conectar talentos aos negócios locais. Empresas sediadas em Ponca City vêm produzindo a maior porcentagem de vagas especializadas e maior média de salários desde a criação do PCDA, o que rendeu à cidade diversas premiações por reter e expandir negócios, como o prêmio por melhor programa de retenção de negócios na América do Norte em 2008.

Leia o relatório completo de análise das resoluções de sucesso implantadas em Ponca City (em inglês) e se inspire para propor novas estratégias de desenvolvimento em sua comunidade.

Categoria: Infraestrutura, Indústria, Visão de Futuro

Como uma pequena cidade equatoriana erradicou a pobreza mudando seu modelo econômico

Salinas tem apenas 10 mil habitantes e é considerada referência em economia cooperativista

Localizada na província de Bolívar, no Equador, a cidade de Salinas era pobre e marginalizada até a década de 1970. Não havia estradas próximas, água encanada, luz elétrica ou telefone. A mortalidade infantil chegava a 45% e o índice de analfabetismo era de 85%. Hoje, é um exemplo de sucesso em desenvolvimento local.

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Historicamente, o extrativismo de sal naturalmente iodado, feito por latifundiários, era o principal produto de Salinas. Porém, essa indústria desacelerou com a chegada do sal marinho iodado no mercado e a economia entrou em crise, o que agravou o cenário e as condições de vida na cidade.

Preocupada com a situação das famílias, em 1970 a igreja local pediu ajuda à mão de obra especializada da Itália. Voluntários italianos e dois padres salesianos apoiaram a formação de uma organização popular de solidariedade e foi constituída a primeira cooperativa de poupança e crédito para incentivar novas atividades econômicas na comunidade. No final da década de 1970, impulsionada pelo fomento da agricultura familiar, foi fundado o Grupo Salinas, com 15 sócios. A ideia inicial era que o lucro obtido com a venda dos produtos fosse dividido entre toda a comunidade, fazendo com que a economia local fosse restabelecida.

Ao iniciar o projeto, foram criadas frentes de trabalho propiciando pequenos investimentos em estradas e alguns equipamentos urbanos, como pequenos postos de saúde, escola, e locais para armazenamento e distribuição da produção. Os empregos começam a surgir e a economia a reagir. Na década de 90, o turismo passou a ser explorado, o que trouxe novas oportunidades para comércios, restaurantes e hospedarias. Salinas ganhou fama pela produção de queijo e chocolate de excelente qualidade, renome esse que ultrapassa as fronteira do Equador. Hoje a produção é exportada para diversos países da Europa e das Américas.

A cidade reduziu fortemente a pobreza e a população apresenta excelente qualidade de vida. A identidade cultural e as origens do seu povo se mantiveram. Salinas possui seis cooperativas que faturam anualmente, em média, 9,2 milhões de reais com produtos diversificados. São 180 empregos diretos e quase 6 mil associados.

Um ótimo exemplo de como o desenvolvimento pode acontecer em cidades pequenas com o envolvimento e a colaboração de seus habitantes. Inspire-se e movimente-se para transformar a realidade da sua cidade!

 

Iniciativa mexicana gera renda e transformação social

Artesãos indígenas e presidiários fazem parte de cadeia de produção

A tradição cultural pode influenciar positivamente uma comunidade e gerar renda para cidadãos em situação de risco social. Temos um exemplo mexicano que vai surpreender pela simplicidade e inovação.A startup têxtil Flor De Mayo fundiu o artesanato indígena com design contemporâneo para alcançar o mercado.

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O primeiro passo foi valorizar a arte milenar de comunidades indígenas mexicanas. Há três anos, a companhia trabalha com 50 artesãos de Puebla. Eles criam bordados típicos de sua cultura, que são entregues aos líderes comunitários – responsáveis pelo envio para a Flor de Mayo.

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Mais adiante, a cadeia de produção segue impactando a sociedade mexicana. Os bordados indígenas são costurados em peças de roupas por presidiários, que também embalam os produtos. Este trabalho garante renda para ajudar no sustento de suas famílias fora da cadeia.

A intenção é atingir e transformar a vida de mais de 600 mil indígenas mexicanos que vivem na pobreza. Além de rendimentos sustentáveis e apoio às comunidades, há o foco no recondicionamento social e capacitação profissional da população carcerária.

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Esta última etapa se assemelha ao trabalho que a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) realiza em algumas cidades brasileiras. Criado em 1973, o sistema fornece suporte social, emocional e profissional aos presos. O índice de reincidência é de 10%, enquanto no sistema tradicional ele gira em torno de 80%.

O que fazer quando é preciso mudar até as leis para concretizar um projeto

Em LA, nenhuma barreira foi suficiente para uma mulher conseguir alterar até as leis da cidade

As cidades erguidas sob asfalto, aço e cimento perpassam um senso de permanência e rigidez que não representa sua verdadeira característica: a mutabilidade. As cidades são mudadas por pessoas se conectando, conversando e dizendo o que elas querem. Você não precisa ser super politizado ou rico e influente, talvez você só precise de um problema para resolver.

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Este é o caso da Tara Kolla, moradora de Los Angeles, nos EUA, e fundadora da Silver Lake Farms, uma fazenda sustentável de flores orgânicas cultivadas perto do centro da cidade. Sua história protagoniza uma onda de mudanças que aconteceram em LA na última década no que diz respeito à agricultura urbana.

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No início dos anos 2000, a cidade de Los Angeles possuía leis muito rígidas e sem sentido sobre várias atividades que iam de compostagem, apicultura urbana a jardinagem em calçadas. Ou seja, atividade comercial que Tara desenvolvia com sua fazenda de flores orgânicas era ilegal. Mas isso acontecia por toda a cidade, já os residentes costumavam quebrar essas regras todo o tempo.

Porém, Tara não aceitou esta situação sem sentido e correu até a prefeitura pronta para lutar pelos seus direitos. Felizmente, lá ela encontrou uma turma de outros profissionais que queriam o mesmo que ela. Foi então que eles se juntaram e organizaram um movimento que criou uma comunidade agrícola com site, identidade visual e um crescente número de adeptos. Com a pressão política do grupo, a cidade acabou por alterar uma lei que permitiu a seus cidadãos produzirem em suas terras com o intuito de vender localmente seus produtos e alimentos.

Tara, que tornou-se uma referência local na luta por direitos, disse que nunca teve ideia de que ela poderia fazer uma mudança e, muito menos, do seu próprio poder como cidadã. Toda a mudança que aconteceu em Los Angeles foi graças a pessoas que amam o que fazem e estavam dispostas a enfrentar os obstáculos para concluir um proejto. A motivação era um autêntico desejo de mudar o ambiente social em que viviam e trabalhavam.

É de se aplaudir e se inspirar!

A solução da agricultura pode estar nos centros urbanos

Em Honolulu, no Havaí, ações têm provado que ao se pensar a relação das pessoas com a terra, de uma maneira sustentável, a economia e o social saem vitoriosos

Quando pensamos no Havaí, as imagens vêm naturalmente à cabeça são de paisagens paradisíacas, praias e natureza exuberantes. Até certo ponto essa visão é correta, já que é a referência mais conhecida do estado norte-americano.

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No entanto, tanta exuberância esconde uma realidade que tem custado caro, literalmente, aos habitantes. A agricultura não é nem de longe suficiente para abastecer a demanda interna. Isso significa que o estado importa até 85% de toda a comida consumida pela população. Agora, imagine quanto isso custa no dia a dia.

Tanta natureza para nada, diriam alguns. No entanto, a situação é mais complexa e abrange conceitos sociais intricados. Fora o alto custo de vida, com a gasolina e a habitação entre os mais elevados do país, que não colabora para o estímulo da agricultura entre a população. O desenvolvimento urbano e o turismo sempre representaram mais os interesses de investimento dos cidadãos locais.

A boa notícia é que existem pessoas e iniciativas dispostas a mudar essa relação entre moradores locais e o uso da terra. Hunter Heaivilin é diretor de três entidades sem fins lucrativos focadas em agricultura em Honolulu. Ele também é diretor da Asia-Pacific Center for Regenerative Design e trabalhou em projetos de desenvolvimento sustentável no Haiti, Peru, Vanuatu e, claro, no Havaí. Para ele, a solução para a situação da agricultura no estado é criar uma floresta urbana de alimentos no centro de Honolulu.

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Ele acredita que o crescimento urbano pode ser gerenciado com uma melhor utilização dos próprios recursos naturais do Havaí, através de conhecimento e mudança de mindset. Para tanto, a primeira investida concentrou esforços no bairro de Kaka’ako, em Honolulu, uma zona anteriormente industrial que sofreu mudanças dramáticas nos últimos tempos. Inicialmente considerado local de projetos de desenvolvimento do setor de turismo de luxo, passou a receber um grande acampamento de desabrigados.

O pontapé então se deu com a instalação da Urban Farm Hawai’i que vai cultivar banana e uma grande variedade de legumes. Os envolvidos no projeto esperam que a irrigação cuidadosamente gerida a partir do aproveitamento da água de chuvas vai fazer com que o potencial verde do lugar ganhe destaque rapidamente e, consequentemente, conquiste a importância na mente da comunidade do entorno.

Todos os projetos criados por Heaivilin têm como objetivo a mudança social aliada a transformações culturais através do compartilhamento de conhecimento. É isso que ele tem feito no Havaí e alguns outros lugares do mundo. Abaixo você pode conferir uma palestra em um evento TEDx em que ele conta como sua vida gira em torno de ideias que possam fazer com que pessoas interajam melhor com o lugar onde vivem e enxergam o potencial natural escondido.

Negócios de garagem podem ser lucrativos e transformam a cidade

Prefeitura de São Francisco legaliza a ocupação de garagens particulares para estabelecimentos comerciais

Você provavelmente já ouviu falar dos parklets? São projetos de intervenção urbana temporária que transformam vagas de carros nas ruas em espaços de socialização. Esses espaços costumam envolver, algum fator ambiental ao introduzir plantas ao cenário urbano e cinzento das grandes cidades. Até a prefeitura de São Paulo já adotou a ideia.

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A famosa cidade de São Francisco, nos EUA, é que leva os créditos por esta invenção. Em 2010, foi instalado o primeiro parklet público oficial na cidade. No entanto, essa característica inovadora não é um fator surpresa para os moradores de lá. A cidade tem inúmeros exemplos de projetos de revitalização e ocupação do espaço urbano que poderiam ser replicados mundo afora. O mais recente parece ser uma espécie de evolução dos parklets.

A prefeitura acaba de aprovar um projeto que regulamenta a utilização de garagens particulares para instalação de estabelecimentos comerciais como cafeterias e pequenos restaurantes. Graças a mudanças nas leis de zoneamento do Código de Planejamento de 2011, garagens de alguns bairros podem agora ser convertidas em lojas, espaços de serviço e até habitação.

A ‘18th Street’ já recebeu dois estabelecimentos que deixaram a área mais tranquila e interessante para passeios a pé. Isso porque antes as garagens eram os únicos pontos no campo de visão dos transeuntes, como é possível notar na foto abaixo.

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Agora tudo vai ficar mais convidativo. Um passeio pela rua pode ser a desculpa perfeita para tomar um café na Reveille Coffee, um dos primeiros negócios na cidade a reformar e ocupar uma garagem.

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E se isso acontecesse em sua cidade? Sua garagem daria um bom restaurante?

 

Já imaginou essa ideia acontecendo na sua cidade?

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Londres terá ponte com jardim plantado sobre o rio Tâmisa

Além da fazenda subterrânea, a cidade também prevê construção de um jardim-ponte

É sempre assim, quem conhece Londres costuma colocá-la no ranking das cidades mais incríveis da Europa. Seja pelas artes e seus escritores e pintores históricos, ou pela moda, música e design, Londres parece ser a cidade onde todo mundo deseja viver. E a cidade faz jus à essa adoração, ainda mais agora com este novo projeto que promete emoldurar as margens do Rio Tâmisa.

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The Garden Bridge é um projeto antigo imaginado pela atriz Joanna Lumley, que só agora encontrou apoio na prefeitura da cidade. Para ela, a ponte será um local para pessoas sonharem em cima de um dos maiores rios da Europa. Confira no vídeo abaixo mais detalhes do projeto da ponte-jardim:

The Garden Bridge from TTA Public Relations Ltd on Vimeo.

Apesar de enfrentar comparações desfavoráveis com o High Line  de Nova Iorque, a maioria dos cidadãos acredita que a ponte será mais um cartão postal da cidade. Ela vai conectar o Covent Garden e os teatros do West End ao novo centro cultural de South Bank. Será, na verdade, mais do que um jardim suspenso, será um jardim sobre um rio.

Liderado pelo The Garden Bridge Trust, o design inovador da Garden Bridge vai integrar um novo tipo de espaço público na malha urbana da cidade, somando-se ao rico e diversificado patrimônio hortícola de Londres. A cidade é famosa pela jardinagem e quer se manter assim para seus cidadãos e turistas.

Aliás, por falar em jardins e hortas, é também de Londres inovadora ideia das hortas subterrâneas. Abaixo da Northern Line, uma das linhas mais movimentadas do metrô da cidade, está sendo desenvolvida a 1ª plantação subterrânea da capital britânica, que já é uma atitude empreendedora citada por aqui.

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Seja acima do chão ou abaixo dele, Londres parece mesmo ter um amor especial pelos jardins e hortas. Esperamos que essas ideias influenciem outras grandes cidades e pessoas do mundo.

Quem fez acontecer?

A atriz Joanna Lumley, com o apoio na prefeitura da cidade.

Quer ver uma ideia como essa acontecer na sua cidade?

Compartilhe com seus amigos ou crie seu kit Minha Cidade Empreendedora e veja como fazer suas ideias acontecerem!

 

 

 

 

Cidade dos EUA investe na música independente

Omaha, nos EUA, investiu uma grande quantia em uma casa de shows para bandas locais e transformou a cidade

É fato que as artes têm ajudado a transformar cidades do mundo ao longo do tempo. São muitas as histórias de bairros, antes taxados de perdidos ou perigosos, que conseguiram se reerguer e atrair a população local graças ao movimento da classe artística. Nos EUA, foi feita uma extensa pesquisa para estimar o impacto das artes e cultura na economia do país. O relatório constatou que, em 2011, 3.2% do PIB foi atribuído às artes e à cultura, o que significa 502 bilhões de dólares (mais de um trilhão de reais). Neste link você pode conferir um artigo com alguns resultados da pesquisa.

Na cidade de Omaha, no estado norte-americano de Nebraska, a prefeitura teve um papel fundamental para a revitalização de uma região e suporte às bandas de música locais, na trilha dos incentivos às artes.

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Tudo começou quando os amigos e músicos Jason Kulbel e Robb Nansel decidiram procurar um local para abrigar uma gravadora independente  também servisse de espaço para receber shows de artistas locais. Depois de várias tentativas, nenhum edifício na região central estava disponível. Foi então que prefeitura abordou a dupla de sócios e ofereceu um lugar no norte da cidade. A região era pouco desenvolvida e precisava urgentemente de uma ação para atrair fluxo de pessoas.

Com o apoio da prefeitura e o edifício escolhido, estava nas mãos de Jason e Robb iniciar a reconstrução daquela área da cidade que passou rapidamente a atrair jovens músicos e, consequentemente, comerciantes e empresários que fizeram com que o desenvolvimento se instalasse instantaneamente.

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A  é hoje um clube de rock permanente que Omaha sempre desejou e está cercado por outros tantos espaços incríveis que movimentam o que era antes uma região degradada.

 

Há 23 anos Curitiba realiza o Câmbio Verde

Sistema de troca de lixo por alimentos é destaque no combate à fome e consciência ambiental

Curitiba é uma cidade que sempre ganha destaque na mídia por iniciativas que buscam o desenvolvimento da população através de ações que estimulam a consciência e participação pública nas decisões políticas. Desta vez, um programa de troca de lixo orgânico almeja levar o desenvolvimento consciente e sustentável para diferentes setores da sociedade. Conheça o “Câmbio Verde”.

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O programa teve início em 1991 e se trata de um sistema de troca de alimentos financiado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Funciona assim: o recurso para a compra de alimentos vem da Secretaria que visa promover o escoamento da safra de produtos agrícolas dos pequenos produtores de Curitiba e região metropolitana.

A cada 15 dias, em 100 pontos oficiais de atendimento, a população pode trocar 4kg de lixo reciclável por 1 kg de frutas e verduras da época. O óleo vegetal usado também pode ser trocado, 2 litros de óleo vale 1 kg de alimento fresco.

Além de dar vazão à produção agrícola local, a população adota o hábito de separar o lixo orgânico do inorgânico, o que sensibiliza os cidadãos para a correta destinação dos resíduos domésticos. Isso sem contar que o programa ajuda a reforçar a alimentação de uma camada menos favorecida da sociedade. Uma única ideia que gera resultados positivos tanto em setores econômicos como sociais e ambientais.

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Este ano, aproximadamente 609 toneladas de alimentos foram trocadas por 2.448 toneladas de resíduos recicláveis e beneficiou uma média de 6.000 pessoas por mês.

imagens: Comunicação Social da PMC