CATEGORIA: Comunicação

Infraestrutura é transformada com cidadãos conectados

Nova Iorque cria plataforma digital aberta para interagir com seus habitantes e promover mudanças na infraestrutura

Nova Iorque parece ter encontrado um jeito de deixar a política mais próxima do cidadão e permitir uma interação mais direta, objetiva e transparente. A resposta está em uma nova plataforma online chamada Council 2.0.

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O plano de execução do projeto precisou ser elaborado por um comitê interno multidisciplinar chamado “Working Group on Public Technology and Civic Engagement” que, por sua vez, consultou especialistas em construção de plataformas digitais abertas.

A intenção é que o Council 2.0 seja um grande “guarda-chuva” institucional para infraestruturanydiversas ações digitais para a cidade de Nova Iorque como, por exemplo, o Council Labs, uma das primeiras iniciativas a ser implementada no próximo outono no hemisfério norte. Trata-se de um site de ideias que vai permitir que os habitantes vejam, a princípio, as verbas e fases de desenvolvimento de diferentes projetos na cidade.

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De acordo com Brad Lander, que preside a comissão de regras, “ao fornecer acesso aberto aos dados da câmara, ao melhorar a interação em nossas redes sociais e ao tomar medidas concretas para implementar novos modelos de engajamento, estamos construindo uma cidade mais inclusiva.”

Para quem não é tão familiarizado com novas tecnologias, os responsáveis pelo projeto também estão cientes desta parcela da população e prometem desde uma acessibilidade diferente ao site a outras ideias que estão por vir. O Council 2.0 será implementado em fases, fazendo uso inclusive de informações coletadas durante as fases de lançamento para aprimorar ainda mais suas ferramentas.

Parece um projeto promissor que mostra como a infraestrutura pode sim evoluir com as novas tecnologias e as novas formas de interação social, sem perder a transparência. O que você acha?

 

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Outdoor sustentável no Peru revoluciona a agricultura

Em Lima, mecanismos de purificação escondidos em um outdoor sustentável filtram a umidade do ar para cultivar alimentos saudáveis

No Peru, descobrimos que é possível resolver o problema de poluição da água com a ajuda de um outdoor. Antes de mais nada, sabemos que algumas cidades do mundo já proíbem o uso de outdoors na publicidade porque, dentre outros problemas, eles contribuem para a poluição visual. No entanto, em alguns lugares eles ainda são permitidos. Será que é possível transformar este ‘vilão’ em herói? A cidade de Lima prova que sim.

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Repare bem nas alfaces da foto acima. Dá para imaginar que foram cultivadas com água coletada de um outdoor? Pois é isso mesmo que acontece ao sul da capital Lima, na comunidade rural Bujama. Um sério problema tem afetado a principal atividade comercial de seus habitantes, a agricultura. A água do rio utilizada para irrigar as plantações de verduras e frutas está contaminada com poluentes como arsênio, chumbo e cádmio que chegam aos alimentos e pratos de todos na região da capital peruana.

Foi então que a Universidade de Engenharia e Tecnologia (UTEC) se juntou à global FCB Mayo (multinacional de publicidade) para dar um uso benéfico a esse meio de comunicação. Eles criaram o Air Orchad, um outdoor com um mecanismo que filtra o ar e o transforma em água limpa que alimenta uma estufa onde são cultivados verduras e legumes livres de qualquer contaminação.

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Escondidos atrás do outdoor estão 10 desumidificadores que retiram a umidade do ar que desce por tubos de PVC revestidos com nutrientes. Os tubos fazem parte de um sistema de irrigação por gotejamento de uma fazenda hidropônica que cultiva verduras saudáveis próximo a uma grande rodovia.

As verduras cultivadas são distribuídas gratuitamente para toda a população local. Basta chegar e garantir a feira da semana. Confira neste vídeo como a ideia foi desenvolvida e como beneficia os cidadãos peruanos:

A ideia pode não resolver o problema da poluição do rio, mas certamente chama a atenção para a importância do assunto e, também, para a inventividade dos pesquisadores locais que conseguiram uma alternativa para cultivar alimentos saudáveis. Um exemplo de ação em que todos os envolvidos saem ganhando.

Adesivo criado por grupo de jovens transforma a mobilidade em Porto Alegre

O que começou com uma arte se tornou uma forma criativa de otimizar o transporte público – e já toma proporções maiores

Em 2012, alguns jovens criativos e inquietos resolveram partir para a ação e começaram um movimento que tomou conta do Brasil. Eles fazem parte do coletivo Shoot the Shit e, dentre outras coisas, criaram um adesivo para informar quais ônibus passavam por determinados pontos da cidade de Porto Alegre (RS).

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Na verdade, eles são mais que um coletivo, são uma organização que desenvolve projetos criativos para a transformação da cidade. E a ideia do adesivo pegou e começou a se espalhar. Foi então que eles disponibilizam a arte do adesivo para download gratuito na internet e outras cidades também entraram na onda. O que só nos mostra como apenas uma simples ideia pode gerar uma rede enorme de engajamento, certo?

Estima-se que 20 mil adesivos foram impressos em 30 cidades do Brasil, impactando cerca de 3 milhões de pessoas. A prefeitura de Porto Alegre, dois anos depois da iniciativa, resolveu criar placas indicativas inspiradas no trabalho do Shoot the Shit. Ponto para a população e para a iniciativa pública.

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E o sucesso da ideia não se limitou apenas ao Brasil. Gabriel Gomes, um dos co-criadores do projeto “Que Ônibus Passa Aqui?”, esteve nos EUA para receber o prêmio do 2014 Guardian World Cities Day Challenge. Além de ter sido convidado a comparecer no Social Good Summit 2014.

De acordo com Gabriel, “a ideia não é de Porto Alegre, é do Brasil, mas nós precisamos manter o governo e as comunidades locais engajadas para evoluirmos para um próximo nível”.

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Confira este vídeo com os fundadores do Shoot the Shit contando como foi a história deste projeto e da criação do coletivo.

Quem fez acontecer?

Shoot the Shit – uma organização de jovens criativos que pensam ideias e projetos para melhorar a vida nas cidades.

 

Berlim aposta na troca de objetos e favores para combater o acúmulo desnecessário

Na capital alemã, cada vez mais pessoas se desfazem de produtos em excelente estado com a intenção de acumular menos e favorecer o meio ambiente

Berlim tem algo de diferente no ar. Não é sinal de uma próxima estação. É um jeito de pensar a economia de uma maneira mais interativa, participativa e menos cumulativa. É o pós-consumismo dando as caras por lá em sites e comunidades online exclusivos para troca ou doação de comida a eletrodomésticos, livros e caronas.

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A comunidade mais famosa atende pelo nome de Free Your Stuff Berlin. Trata-se, basicamente, de um grupo criado no Facebook que já conta com mais de 22 mil membros. Existem poucas regras, mas que são bem claras: não doar animais de estimação, já não são produtos, por exemplo.

O grupo é dedicado a todos aqueles que tendem a acumular e a preencher espaços que poderiam ser usados para algo mais interessante do que um depósito ou um coletor de poeira.

E não adianta dizer que isso só funciona na Europa. Apesar das iniciativas serem fortes lá fora, existe um pequeno movimento em outros lugares do mundo também. Entretanto, não podemos desconsiderar que essa ação envolve uma questão cultural. Por lá há a valorização de coisas mais baratas e usadas. No Brasil, produtos novos são mais valorizados. Campanhas como a Free Your Stuff têm o objetivo de exatamente mudar esse pensamento.

Enquanto isso, em Berlim, tem gente doando até porta. E não demorou nem um dia para alguém desejá-la.

Quem fez acontecer?

É um movimento com data de surgimento imprecisa.

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[fotos: Free Your Stuff group]

Nova Iorque prioriza a informação para evitar surpresas com eventos climáticos

A cidade procura lembrar os habitantes da força dos eventos climáticos para que não sejam mais pegos de surpresa

A memória sobre a força de eventos climáticos extremos não era, digamos, muito fresca na memória da maioria dos nova-iorquinos. Outras preocupações como ataques terroristas, manifestações e greve de trânsito tomavam conta da pauta com mais exclusividade. Até que o furacão Irene, há 3 anos, pegou de surpresa a cidade mais populosa dos EUA, deixando um rastro de destruição.

Foi então que o escritório de emergência da prefeitura da cidade de Nova Iorque entendeu que essa falta de consciência é uma deficiência que a cidade tem trabalhado para remediar.

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[fonte: wikipedia]

De acordo com a porta-voz do escritório, as metas têm mudado ao longo dos anos. Antes eles se preocupavam em fazer as pessoas tomarem consciência de que furacões podem sim acontecer na região. A abordagem hoje é mais sutil. A intenção é preparar os 3 milhões de cidadãos que vivem nas zonas de evacuação para terem um plano, saberem sua designação e se manterem informados.

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[fonte: nyc.gov ]

Quando o furacão Irene estava se aproximando da costa leste, em agosto de 2011, a cidade tinha apenas 3 zonas de evacuação: A, B e C. Embora houvesse mapas disponíveis e links no site da prefeitura, a informação não foi direta ou fácil de ler. Muitos moradores procuraram outros recursos de informação, como o site do New York Times que publicou mapas on-line de fácil utilização.

A campanha Know Your Zone então foi iniciada para prover a população com informações mais fáceis de acessar, ler e entender. Uma iniciativa para manter todos atentos aos perigos e, o mais importante, saber para onde se direcionar em urgências. Foram pensados anúncios em outdoors, abrigos de ônibus e no metrô para que cada pessoa conheça a sua área (know your zone) e um novo site de fácil utilização contém todas as informações, incluindo mapas atualizados que mostram o novo sistema de evacuação de 6 zonas.

“Quando se trata de preparação para emergências, a informação é fundamental”, disse a porta-voz do escritório de emergências. Nós concordamos.

Quem fez acontecer?

A prefeitura de Nova Iorque através do Escritório de Emergências.

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Cidades americanas investem para atrair novos talentos

Nos EUA, a ideia é atrair jovens para fomentar os mercados e não perder clientes

O que os jovens profissionais de hoje querem? Com certeza é algo que vá além de um emprego. Isso é o que dizem as pesquisas que afirmam que essa nova geração de profissionais deseja se fixar em cidades com amenidades e facilidades urbanas que permitem tanto um ambiente fértil para o trabalho (com empresas inovadoras e oportunidades) quanto um ambiente cheio de possibilidades de entretenimento e diversão. E, do ponto de vista desta nova geração, vida pessoal e profissional estão intimamente conectados e se equilibram na balança de prioridades.

E na batalha global por talentos, onde os profissionais demandados têm muitas opções, as cidades precisam estar preparadas para atender e satisfazer esses “clientes” ou arriscarem perdê-los para um concorrente melhor preparado.

Confira o que cidades norte-americanas oferecem atualmente para atrair esses talentos.

– Cincinnati

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Apesar da cidade ter sido listada pela revista Time no ranking dos 100 melhores lugares para se começar uma carreira, um dos grandes desafios era a falta de uma opinião formada sobre a cidade. Ninguém afirmava ser ruim ou boa, ficavam neutros. Essa foi a chance de se criar um buzz na mídia e causar uma boa impressão com várias iniciativas.

Ter uma área urbana vibrante é parte fundamental da mistura, além de bairros tranquilos e passíveis de se andar a pé com segurança. E, acima de tudo, as pessoas querem se conectar a outras. Para isso, foi criado o programa HYPE que coordena encontros entre empresas e profissionais e também promove eventos como C-Change e Cincy Next, ambos de networking e conexão.

– Pittsburgh

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Innovation Works é uma organização sem fins lucrativos que ajuda a estimular o empreendedorismo em Pittsburgh e tem uma meta ambiciosa: fazer com que a cidade do aço se transforme no próximo Vale do Silício. E isso está realmente funcionando.

O cenário crescente de empreendedorismo está atraindo novos talentos para Pittsburgh, que agora é vista como um lugar onde criativos podem encontrar uma carreira e um custo de vida acessível. Um dado que comprova: a população da cidade entre 20 e 34 anos de idade cresceu sete por cento nos últimos cinco anos.

– Denver

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Associado a uma cultura de empreendedorismo, a cidade também investe pesado em placemaking, um conceito amplo que representa toda uma maneira de encarar os espaços urbanos ao revisar o papel dado aos espaços públicos nas comunidades e cidades. É ao mesmo tempo um processo e uma filosofia estritamente ligados à participação ativa dos cidadãos nas mudanças.

Denver está agora em segundo lugar no ranking de atração do jovens millennials, de acordo com a Brookings Foundation. E muito de seu sucesso tem a ver com investimentos públicos em placemaking que vão desde parques à infra-estrutura para o transporte público.

– Washington D.C.

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Com a batalha para atrair e reter talentos por toda a nação norte-americana, os setores públicos e privados estão começando a projetar espaços e lugares que atraem essa próxima geração. E em nenhum outro lugar dos EUA isso fica mais evidente do que na capital do país.

O esforço de placemaking está voltado para a economia compartilhada em larga escala. Existe, por exemplo, uma área na cidade que recebeu altos investimentos da construção civil para o desenvolvimento de habitações diretamente conectadas à essa nova geração que abraça naturalmente conceitos como bikesharing, carsharing e coworking no dia a dia. Os apartamentos são pequenos, mas as comodidades são enormes, com espaços de entretenimento para se divertir e colaborar.

Isso significa que cidades empreendedoras naturalmente atraem mais talentos empreendedores e esse ciclo virtuoso só tende a beneficiar toda a população.

Quem fez acontecer?
Várias iniciativas públicas e privadas de diferentes cidades norte-americanas.

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São Francisco ganha espaço físico de intercâmbio cultural gratuito

Cidade nos EUA recebeu um novo espaço para compartilhamento de ideias entre os habitantes

E se em um bairro ou região de uma cidade as pessoas pudessem partilhar um espaço físico gratuito para fazerem qualquer troca artística, social e/ou educacional? Conheça o projeto que levou a ideia de colaboração a um nível muito mais palpável e interativo no mundo offline.

O [freespace] é, na verdade, um manifesto que busca inspirar outras pessoas no mundo todo a fazer o mesmo que foi testado e realizado em São Francisco (EUA): um espaço físico aberto que convida a comunidade a entrar e oferecer aquilo que ela tem de melhor, gratuitamente. Um ponto de encontro para pessoas se juntarem para criar, ensinar, aprender e compartilhar.

O projeto (em São Francisco) é mantido com a ajuda de empresas parceiras e também conta com o apoio da prefeitura da cidade. A quase isenção de barreiras à entrada da população mesclada à uma política de liderança de portas abertas, faz com que o senso de comunidade seja alçado à sua máxima potência. Isso significa que as experiências compartilhadas no espaço podem e devem servir de inspiração em outros setores da vida dos envolvidos, fazendo com que as relações sociais e de trabalho passem por uma análise critica jamais pensada. Além, é claro, de conectar pessoas com bagagens completamente diferentes e que, teoricamente, não se encontrariam naturalmente em outras circunstâncias.

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Até o momento, o [freespace] já recebeu mais de 300 eventos gratuitos, promoveu quatro projetos de longo prazo em São Francisco e tem estimulado muita inspiração, colaboração e solidariedade nas comunidades por ele atingidas.

Quem fez acontecer?
Uma rede de co-fundadores que incluem os empreendedores sociais Ilana Lipsett e Mike Zuckerman.

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O [freespace] é aberto também para você realizá-lo em sua cidade, basta entrar em contato e fazer o download das ferramentas necessárias disponibilizadas no site. Além disso, você pode criar o seu kit Minha Cidade Empreendedora e chamar seus amigos para colaborarem com ideias similares a esta.

Rede de supermercados de Paris cria campanha contra desperdício de alimentos

Capital francesa ganha incentivo ao consumo consciente ao reabilitar frutas e vegetais que iriam para o lixo

Existe um problema sério que assola cidades do mundo todo: o desperdício de alimentos. São toneladas descartadas diariamente em toda a cadeia produtiva.

No Brasil, são 39 mil toneladas por dia que vão parar nos lixos. Uma quantidade suficiente para alimentar 19 milhões de brasileiros, segundo artigo do Banco de Alimentos. E em países industrializados, mais de 40% do desperdício de alimentos ocorre no varejo e no processamento culinário.

Foi por essa razão que a União Européia declarou 2014 como o ano do combate ao desperdício de comida. E a rede de supermercados francesa Intermarché deu o exemplo com uma campanha bem sucedida de conscientização da população para o consumo.

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A ação “Frutas e Vegetais Inglórios” teve início nas lojas da rede em Paris com a intenção de reabilitar as frutas e vegetais imperfeitos que não são aprovados durante a colheita por motivos de: serem feios.

A Intermarché comprou dos seus fornecedores os produtos que normalmente são jogados fora por não se adequarem ao padrão de comercialização. E construíram bancas exclusivas para eles em suas lojas. Resultado? Em média, 1,2 toneladas vendidas em cada loja nos 2 dias da campanha e um aumento de 24% no tráfego de clientes.

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Lá os clientes encontravam a batata ridícula, a laranja hedionda e a tangerina infeliz, dentre outros, custando 30% menos e com a mesma qualidade. Para provar isso, a rede de supermercados distribuiu sucos das frutas e sopas dos vegetais “imperfeitos”.

Confira no vídeo mais detalhes sobre a ideia que, agora, toda a França deseja ver espalhada pelo país.

Quem fez acontecer?

Uma rede de supermercados francesa.

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Cobrador de ônibus monta biblioteca para passageiros em Brasília

Antônio da Conceição Ferreira criou o Projeto Cultura no Ônibus na linha onde trabalha

Passageiros da linha 82, que parte do Núcleo Bandeirante com destino ao Setor de Abastecimento e Armazenagem Norte (Saan) em Brasília têm à sua disposição uma biblioteca instalada dentro do ônibus. Criado e mantido pelo cobrador Antônio da Conceição Ferreira desde 2003, o projeto Cultura já dura no Ônibus empresta livros gratuitamente aos passageiros, sem data fixa para devolução. Ferreira até anotava o nome e telefone dos passageiros no início, mas deixou de fazê-lo: pouquíssimos livros deixam de retornar à biblioteca.

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O acervo fica guardado em um depósito em Sobradinho II, onde vive Ferreira. Quase 8 mil títulos ficam em rotação na biblioteca móvel (25 livros de cada vez): romances, livros de poesia, de contos, ficção e não-ficção e até gibis – a maioria conseguidos através de doações pelo blog do projeto, criado em 2008. Em 2010, estudantes de biblioteconomia da UnB começaram a ajuda-lo catalogar e organizar os livros, mas a biblioteca comunitária, o próximo projeto de Ferreira, ainda não está concluída.

Ferreira nasceu no Maranhão, em Santa Luzia do Tide, e mudou-se para Brasília em 2003. Trouxe na bagagem o seu gosto pela leitura, que alimenta desde criança, e a vontade de estimular a literatura entre aqueles que convive diariamente. O Cultura no Ônibus começou com uma caixa de papelão na primeira linha onde trabalhou, circular em Sobradinho II onde vive. Foi transferido em 2008 para a linha 82 e o projeto só vem ganhando força. Ele quer agora ampliar o projeto para todos os ônibus do Distrito Federal.

Quem fez acontecer?

Antônio da Conceição Ferreira, um cidadão comum de Brasília.

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Fonte: R7

 

Projeto na Colômbia pretende implantar bibliotecas em parques

A intenção é estimular a leitura em 51 parques de Bogotá

Os “Paraderos Paralibros Paraparques” são pequenas bibliotecas abertas instaladas para tentar suprir a ausência de bibliotecas em algumas zonas da cidade de Bogotá, capital da Colômbia. Atualmente eles estão espalhados em 51 parques, oferecendo a leitura como alternativa de lazer a pessoas de todas as idades.

Organizados pela Fundalectura em parceria com os parques da cidade, os PPPs são mantidos por voluntários e ficam abertos durante 12 horas diariamente. É possível emprestar um dos 300 livros do acervo por até 8 dias, com possibilidade de renovação – como uma biblioteca normal, mas ao ar livre.

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Os Paraderos são um dos projetos de leitura em “lugares não-convencionais” fomentados pela Fundalectura, que também incluem Biblioestações no Transmilénio, que são bibliotecas com cerca de 1.000 livros cada, instaladas em estações do sistema de BRT de Bogotá. A Fundalectura também estimula leituras em hospitais (projeto Leer Para Sanar), um programa para incentivar a leitura entre feirantes e compradores dos mercados públicos da capital colombiana, o “Puestos de Lectura en Plazas de Mercado”, entre outros.

 

Quem fez acontecer?

Fundalectura. Saiba mais neste link.

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