CATEGORIA: Educação

Iniciativa do Grupo Corpo abre o universo da arte para jovens moradores da periferia de BH

Projeto realiza oficinas com diversas temáticas artísticas além da dança

O Grupo Corpo é reconhecido como um dos melhores do mundo de balé contemporâneo. O que nem todo mundo sabe é que existe outro projeto que a companhia mineira desenvolve há 17 anos em Belo Horizonte (MG). O Corpo Cidadão promove a educação de crianças e jovens em comunidades de risco por meio da arte.

Desde a fundação da ONG, muitos jovens foram beneficiados com oficinas de dança, capoeira, percussão, pintura, entre outros programas de capacitação. Confira alguns depoimentos de participantes que tiveram suas vidas mudadas pelo projeto:

A iniciativa tem abrangência municipal, sendo realizado em diferentes regiões da capital mineira. Cada unidade conta com equipes compostas por profissionais da dança, envolvidos de alguma forma com a companhia. As oficinas são sempre gratuitas e abertas a crianças a partir de 5 anos e jovens de até 26 anos.

Outro braço do Corpo Cidadão é a capacitação utilizando grupos experimentais. Dessa maneira, os participantes do projeto podem compartilhar o aprendizado em suas comunidades, como foi o caso da bailarina Patrícia Nara. Aos 21 anos, ela é educadora em um projeto social no Aglomerado da Serra, uma região de vilas e favelas da zona centro-sul da cidade.

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Ficou curioso para saber mais sobre o trabalho realizado pelo Corpo Cidadão? Fique de olho no site! Todos os anos eles apresentam um espetáculo de dança no Palácio das Artes. Audições para novos talentos são abertas regularmente, como aconteceu no último mês de abril.

É a arte transformando uma cidade e mostrando novos caminhos para jovens carentes. No ano passado, um aluno do projeto foi aceito no Grupo Corpo como bailarino profissional. As oportunidades são várias para os jovens e para a cidade.

 

Escolas na Índia geram energia solar e não ficam mais sem luz

A iniciativa é parte do projeto “Hyderabad Sustentável”, feito em parceria com governo alemão

Hyderabad, capital do estado indiano Andhra Pradesh, tem estimadamente 7 milhões de habitantes – e está crescendo em ritmo acelerado. Um dos grandes desafios desse aumento populacional é a criação de um modelo sustentável para suprimento de energia. Apagões são comuns e as escolas são bastante afetadas pela falta de energia. Para ajudar a resolver o problema, a prefeitura de Hyderabad se aliou ao Ministério de Educação e Pesquisa do governo alemão e a Universidade de Humboldt, em Berlim.  Foi criado o “Hyderabad Sustentável”, que vem implantando uma série de projetos piloto, um deles o “Escolas Movidas à Energia Solar” (Solar Powered Schools).

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Graças a iniciativa, duas escolas e o centro do Instituto Goethe na cidade foram equipados com painéis solares em seus telhados. O dispositivo gera energia confiável e a baixíssimo custo. Com a alternativa solar, as escolas se tornam à prova de cortes energéticos. As aulas, especialmente de computação, não são mais interrompidas por um problema estrutural.

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Além disso, a implantação da tecnologia na infraestrutura das escolas tem o objetivo de estimular o conhecimento acerca dela, com a esperança de que outros órgãos públicos, empresas privadas e casas particulares passem a investir na solução. Para ajudar nessa difusão de informação, as crianças das escolas são envolvidas no processo de instalação e manutenção dos painéis solares. Assim, elas podem compreender os usos e vantagens da energia renovável e atuar como defensoras da alternativa dentro de casa e entre os vizinhos.

 

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Projeto de Sebastião Salgado torna cidade do interior de Minas Gerais referência em reflorestamento

Célebre pelos registros da natureza, fotógrafo famoso tem os olhos voltados para a recuperação da Mata Atlântica

Aimorés é uma cidadezinha do interior de Minas Gerais (MG), com pouco mais de 25.500 habitantes. Ela tem deixado o diminutivo para trás para se transformar em referência nacional em reflorestamento e recuperação ambiental. Como? Graças ao projeto Olhos D’Água, que já ajudou a recuperar nascentes em sete municípios banhados pelo Rio Doce, em MG e no Espírito Santo. Um detalhe importante: o projeto é de autoria do famoso fotógrafo Sebastião Salgado. Ele e sua esposa, Lélia, coordenam o Instituto Terra na antiga fazenda Bulcão.

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Sebastião nasceu nessa fazenda e ficou assustado ao visitar pai, após 16 anos vivendo e trabalhando fora do Brasil. Onde antes tinham árvores, só se via pastos secos e uma nascente minguando pela fraqueza da natureza ao redor.

Lélia propôs a recuperação daquela terra, replantando várias espécies da Mata Atlântica. A ideia, aparentemente audaciosa, deu certo. O Instituto Terra conseguiu reconstituir 90% do ecossistema florestal da região. Foram mais de 1.500.000 mudas plantadas e outras 2 milhões de mudas produzidas no Instituto. O resultado? Nascentes voltando a brotar da terra como mágica (os chamados olhos d’água), espécies animais retornando a região e a certeza de que é possível reverter processos graves de devastação ambiental .

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Se deu certo na fazenda, poderia dar certo em outros lugares. Essa foi a motivação do projeto Olhos D’Água, que pretende recuperar todas as 370 mil nascentes que compõem a bacia do Rio Doce. Confira no vídeo abaixo o que já foi feito:

Com programas educacionais, que funcionam dentro do Instituto, Sebastião e Lélia esperam formar novas gerações de profissionais para ajudar na continuidade do projeto e na disseminação do conhecimento ecológico em toda a região. Uma ideia que precisa de paciência, já que a intenção é atingir metas de replantio dentro de 20 a 30 anos. No entanto, os resultados já são visíveis nos lugares por onde o projeto passou.

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Que tal uma vending machine ao contrário na sua cidade?

Na cidade de Pequim, estudantes depositam garrafas usadas e recebem dinheiro de volta

Sabe aquela garrafa PET usada ou o livro velho que não tem mais serventia? Na China, você pode trocá-los por dinheiro, créditos para celular e, agora, material escolar. Tudo feito automaticamente em máquinas parecidas com aquelas de aeroportos que vendem chocolates, biscoitos e uma infinidade de produtos. Porém, neste caso específico chinês, ao invés de uma moeda, você deposita o objeto para a reciclagem e recebe uma recompensa em troca.

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O projeto tem como intuito aumentar as taxas de reciclagem no país e levar as pessoas a realizar o descarte correto de materiais que, atualmente, acabam em aterros ilegais. As máquinas de vendas reversas, como têm sido chamadas, começaram a ganhar as ruas da cidade nas estações de metrô em 2012. Agora, serão 2.000 escolas primárias e secundárias a receber o mesmo tipo de máquina.

A diferença é que a recompensa pode ser em moedas ou material escolar. De acordo com a Comissão de Educação de Pequim, mais de 1,5 milhão de estudantes vão se beneficiar do programa e adquirir novos hábitos de classificação e reciclagem de lixo.

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Nas escolas, lápis serão oferecidos como recompensas e, se o estudante optar por receber uma moeda, ele também tem a possibilidade de doar o dinheiro para instituições de caridade que cuidam de crianças necessitadas em áreas rurais.

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As máquinas, lançadas em 2012 e produzidas pela Incom Recycle Co., já recolheram mais de 50 mil garrafas PET. Em um futuro próximo, elas podem evoluir para recolher também o lixo eletrônico, além de apenas garrafas e papel.

A solução da agricultura pode estar nos centros urbanos

Em Honolulu, no Havaí, ações têm provado que ao se pensar a relação das pessoas com a terra, de uma maneira sustentável, a economia e o social saem vitoriosos

Quando pensamos no Havaí, as imagens vêm naturalmente à cabeça são de paisagens paradisíacas, praias e natureza exuberantes. Até certo ponto essa visão é correta, já que é a referência mais conhecida do estado norte-americano.

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No entanto, tanta exuberância esconde uma realidade que tem custado caro, literalmente, aos habitantes. A agricultura não é nem de longe suficiente para abastecer a demanda interna. Isso significa que o estado importa até 85% de toda a comida consumida pela população. Agora, imagine quanto isso custa no dia a dia.

Tanta natureza para nada, diriam alguns. No entanto, a situação é mais complexa e abrange conceitos sociais intricados. Fora o alto custo de vida, com a gasolina e a habitação entre os mais elevados do país, que não colabora para o estímulo da agricultura entre a população. O desenvolvimento urbano e o turismo sempre representaram mais os interesses de investimento dos cidadãos locais.

A boa notícia é que existem pessoas e iniciativas dispostas a mudar essa relação entre moradores locais e o uso da terra. Hunter Heaivilin é diretor de três entidades sem fins lucrativos focadas em agricultura em Honolulu. Ele também é diretor da Asia-Pacific Center for Regenerative Design e trabalhou em projetos de desenvolvimento sustentável no Haiti, Peru, Vanuatu e, claro, no Havaí. Para ele, a solução para a situação da agricultura no estado é criar uma floresta urbana de alimentos no centro de Honolulu.

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Ele acredita que o crescimento urbano pode ser gerenciado com uma melhor utilização dos próprios recursos naturais do Havaí, através de conhecimento e mudança de mindset. Para tanto, a primeira investida concentrou esforços no bairro de Kaka’ako, em Honolulu, uma zona anteriormente industrial que sofreu mudanças dramáticas nos últimos tempos. Inicialmente considerado local de projetos de desenvolvimento do setor de turismo de luxo, passou a receber um grande acampamento de desabrigados.

O pontapé então se deu com a instalação da Urban Farm Hawai’i que vai cultivar banana e uma grande variedade de legumes. Os envolvidos no projeto esperam que a irrigação cuidadosamente gerida a partir do aproveitamento da água de chuvas vai fazer com que o potencial verde do lugar ganhe destaque rapidamente e, consequentemente, conquiste a importância na mente da comunidade do entorno.

Todos os projetos criados por Heaivilin têm como objetivo a mudança social aliada a transformações culturais através do compartilhamento de conhecimento. É isso que ele tem feito no Havaí e alguns outros lugares do mundo. Abaixo você pode conferir uma palestra em um evento TEDx em que ele conta como sua vida gira em torno de ideias que possam fazer com que pessoas interajam melhor com o lugar onde vivem e enxergam o potencial natural escondido.

Escola de música na Rocinha dá oportunidade para jovens músicos

A maior favela do Brasil tem uma escola de música diferente que está mudando a situação de jovens carentes do Rio de Janeiro

Na Rocinha, a maior favela do Brasil, as pickups dão o tom da mudança social pela música. Lá funciona na Rocinha escola de DJs Spin Rocinha, projeto idealizado pelo DJ Zezinho, que oferece aulas gratuitas de mixagem e harmonização de batidas para jovens carentes.

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Para quem não sabe, pickup é o equipamento básico de um DJ, composto de dois toca-discos e um mixer que permite tocar e “misturar” duas músicas ao mesmo tempo. DJ Zezinho é um brasileiro que se dedica às pickups há mais de 20 anos com vasta experiência internacional nos EUA e Canadá. Desde 2011, se instalou na Rocinha para promover uma transformação e oferecer um caminho diferente para os jovens carentes da região.

O dinheiro utilizado para a manutenção da escola vem de doações e da empresa Favela Adventures, do próprio DJ Zezinho. Além de ensinar habilidades técnicas básicas, a Spin Rocinha também oferece workshops de produção digital para os jovens aprenderem como fazer suas próprias faixas eletrônicas. É oferecido ainda um suporte acadêmico informal, já que é preciso saber um pouco de inglês para aprender a controlar os equipamentos de DJ importados dos EUA.

DJ Zezinho conta que, atualmente, 3 dos estudantes começaram a fazer shows e a receber por isso, mas ainda é um trabalho informal e de tempo parcial para eles. O desejo de Zezinho é que com o foco que DJs têm ganhado no mundo da música, esta situação possa trazer mais oportunidades para seus alunos no Brasil.

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DJ Zezinho, fundador da Spin Rocinha

O próximo passo da organização é a compra de um prédio para atender à crescente demanda por aulas. A sala da Spin Rocinha hoje só pode acomodar confortavelmente de 8 a 10 pessoas ao mesmo tempo. A situação ideal seria ter uma sala de aula, um estúdio de gravação e espaço de prática para os alunos trabalharem suas produções. A ideia é também lançar um podcast em uma rádio comunitária para que mais pessoas possam conhecer o que os alunos criam.

Nas palavras do DJ Zezinho, “eu gostaria de ver as coisas melhorarem por aqui e eu realmente acredito que se todo mundo fizer um pouco, a favela vai se tornar um lugar melhor. Eu já estou fazendo a minha parte com este projeto”, conta orgulhoso.

Nós já estamos ansiosos para ouvir mais novidades deste projeto.

 

Quem fez acontecer?

A escola de DJs Spin Rocinha, idealizada pelo DJ Zezinho

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No Equador uma iniciativa revitalizou a memória histórica da capital

Em Quito um projeto trouxe uma nova cara para um dos centros históricos mais bonitos da América Latina

O desenvolvimento e a evolução de uma cidade nem sempre estão relacionados a avanços tecnológicos ou inovações científicas. Às vezes, um simples resgate da tradição pode ser a ação responsável por trazer de volta um sentimento de bem-estar e orgulho que vai inspirar as pessoas a mudar sua maneira de interagir com o entorno.

Em Quito, no Equador, visitas turísticas guiadas e a valorização da história do país estão fazendo a capital renascer. Para se ter uma ideia, a cidade tem o centro histórico mais preservado e menos alterado dentre os países da América Latina. No entanto, seus 2 milhões de habitantes não estavam acostumados a valorizar isso. Afetado por um terremoto em 1987, o centro histórico acabou perdendo seu valor e virou casa daqueles que não podiam se dar ao luxo de mudar para outro lugar mais seguro e mais caro. Suas ruelas ficaram degradadas e inseguras com o tempo.

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Ainda bem que o rumo da história tem mudado graças a uma organização que contribui para uma mudança de atitude da população. Quito Eterno  foi fundada em 2002 por jovens que queriam apresentar a história esquecida da sua cidade aos visitantes de fora. Agora, mais de uma década depois, as visitas guiadas da ONG tornaram-se um marco na educação da população jovem, e vem transformando a mentalidade coletiva do país.

Um dos idealizadores do projeto diz que eles se colocaram à frente como uma forma de educação alternativa no início, com uma ideia simples: passeios dramatizados para explorar a história da cidade e a memória cultural. Ao longo dos anos, Quito Eterno se sustentou através dos passeios e todos os seus guias são funcionários pagos. Além disso, é tudo falado em espanhol e destinado aos moradores.

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O resultado se vê nas ruas e no pensamento da população que passou a valorizar sua história e sua cidade. A consequência disso? As pessoas passam a acreditar mais em si mesmas e a cidade inspira mais inovação e confiança.

Prefeitura de Campinas leva alimentação de qualidade às escolas públicas

Parceria com o CEASA transformou a merenda da cidade em uma das melhores do país

Insatisfeita com a qualidade da comida oferecida nas escolas públicas da cidade oferecida por três empresas privadas, a Prefeitura de Campinas aderiu em 2002 ao programa de municipalização da alimentação escolar. Isso significa tomar as rédeas do fornecimento de alimentos para suas próprias crianças.

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Hoje, o Programa Municipal de Alimentação Escolar de Campinas oferece mais de 20 milhões de refeições por ano feitas com alimentos frescos do CEASA local. São 569 escolas, entre municipais, estaduais e entidades conveniadas beneficiadas com 16 tipos de cardápios elaborados diariamente de acordo com a faixa etária: ensino infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos. Estudantes com necessidades especiais, como diabetes, intolerância à lactose, glúten ou com necessidade de alimentação enteral também são atendidas com produtos especiais.

Os cardápios foram montados por um grupo de 10 nutricionistas e 30 outros administradores que criaram refeições baseadas na disponibilidade de alimentos ao longo do ano. As refeições são preparadas por mais de 900 cozinheiros das escolas, treinados pelo programa em uma cozinha experimental montada pelo próprio CEASA. Nesta cozinha, são feitos testes de novas receitas, cursos e programas de aperfeiçoamento dos cozinheiros. A introdução de novos alimentos e ingredientes ao cardápio escolar depende dos resultados de testes de aceitação feitos com os alunos nessa cozinha experimental.

A merenda de Campinas é uma das mais bem avaliadas do Brasil. Já ganhou o Prêmio Gestor Eficiente de Merenda Escolar por sua qualidade e também por apresentar uma alternativa ao padrão do país de contratação de empresas terceirizadas. Ao colocar a operacionalização em uma Central de Abastecimentos pública, não há custos administrativos e os alimentos são asseguradamente frescos, provenientes dos mais de 1000 produtores cadastrados pelo CEASA de Campinas.

Quem fez acontecer?

Prefeitura de Campinas em parceria com a Central de Abastecimento e Serviços Auxiliares (CEASA) de Campinas.

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Escola estimula o empreendedorismo em São Roque de Minas

No interior de Minas Gerais, estudantes aprendem tudo sobre negócios abrindo suas próprias cooperativas

Uma escola que ensina as disciplinas tradicionais, mas com um foco diferente e que valoriza conceitos como ética, cooperativismo e solidariedade. Esta escola existe e não fica em nenhuma capital internacional super desenvolvida. É em São Roque de Minas, cidade do interior mineiro, que funciona, há 15 anos, o Instituto Ellos de Educação (iniciais para ética, liderança, liberdade, organização e solidariedade).

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A ideia do Ellos surgiu a partir da vontade de um grupo de pais em oferecer um modelo não tradicional de ensino aos seus filhos. Foi então que através da parceria entre a Cooperativa Educacional e a cooperativa de crédito Sicoob Saromcredi, surgiu a escola. Buscando sempre instigar uma visão empreendedora nos alunos, o Instituto Ellos cria uma alternativa ao êxodo rural, fazendo com que cada vez menos pessoas saíam da cidade à procura de melhores empregos e se sintam mais capacitados e estimulados a abrir seus próprios negócios.

Dentre as atividades que estimulam esse perfil empreendedor do estudante, foi criada a Feira dos Jovens Empreendedores que logo se transformou em Semana do Empreendedor, dado o sucesso da ideia. O evento é realizado anualmente e atrai empresários, além de toda a comunidade de São Roque. Quem participa pode comprar produtos, fazer cursos de capacitação e oficinas sobre empreendedorismo oferecidos pelo Sebrae Minas.

O Ellos está na ativa desde 1990 e hoje conta com 130 alunos entre três e dezessete anos de idade. E foi na parceria com o Sebrae que o ensino sobre negócios ganhou mais consistência e abriu novas possibilidades aos alunos. Estudantes de 10 anos, por exemplo, têm aula de educação e empreendedorismo com lições de motivação, liderança e marketing pessoal, além de aprender como funciona uma cooperativa.

A metodologia de ensino adotada pelo Instituto Ellos serve de modelo para outras instituições de ensino de São Roque de Minas e de municípios vizinhos. Por essa razão, o Sebrae Minas e o Sicoob Saromcredi, com o apoio da prefeitura, câmara municipal e de uma empresa privada da cidade, implementaram o projeto Cultura Empreendedora nas Instituições de Ensino em seis escolas públicas de São Roque de Minas e chegaram a capacitar 150 professores.

Uma ideia que merece ser compartilhada e replicada em várias cidades do Brasil.

 

 

Há 23 anos Curitiba realiza o Câmbio Verde

Sistema de troca de lixo por alimentos é destaque no combate à fome e consciência ambiental

Curitiba é uma cidade que sempre ganha destaque na mídia por iniciativas que buscam o desenvolvimento da população através de ações que estimulam a consciência e participação pública nas decisões políticas. Desta vez, um programa de troca de lixo orgânico almeja levar o desenvolvimento consciente e sustentável para diferentes setores da sociedade. Conheça o “Câmbio Verde”.

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O programa teve início em 1991 e se trata de um sistema de troca de alimentos financiado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente. Funciona assim: o recurso para a compra de alimentos vem da Secretaria que visa promover o escoamento da safra de produtos agrícolas dos pequenos produtores de Curitiba e região metropolitana.

A cada 15 dias, em 100 pontos oficiais de atendimento, a população pode trocar 4kg de lixo reciclável por 1 kg de frutas e verduras da época. O óleo vegetal usado também pode ser trocado, 2 litros de óleo vale 1 kg de alimento fresco.

Além de dar vazão à produção agrícola local, a população adota o hábito de separar o lixo orgânico do inorgânico, o que sensibiliza os cidadãos para a correta destinação dos resíduos domésticos. Isso sem contar que o programa ajuda a reforçar a alimentação de uma camada menos favorecida da sociedade. Uma única ideia que gera resultados positivos tanto em setores econômicos como sociais e ambientais.

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Este ano, aproximadamente 609 toneladas de alimentos foram trocadas por 2.448 toneladas de resíduos recicláveis e beneficiou uma média de 6.000 pessoas por mês.

imagens: Comunicação Social da PMC