CATEGORIA: Indústria

Pittsburgh: como o declínio do Aço a transformou na inovadora Roboburgh

Cidade renovou sua indústria e superou a recessão econômica com investimento em tecnologia e educação

Se em 1911 Pittsburgh, nos Estados Unidos, estava produzindo metade do aço utilizado no país, na década de 1980 o aumento da competição internacional, redução da demanda e custos elevados fizeram com que diversas indústrias do setor saíssem da cidade, causando colapso na economia. A taxa de desemprego chegou a 17% ao mês e muitas pessoas deixaram a região em busca de oportunidades. Porém, apesar deste histórico, hoje Pittsburgh está frequentemente em listas de cidades que prometem crescimento e boas condições de trabalho e vê a sua população aumentar pela primeira vez desde a década de 1950. Como isso aconteceu?

A crise do aço forçou a cidade a se diversificar. Análises identificaram que os obstáculos que dificultavam a performance econômica eram a baixa retenção de mão de obra, baixo nível de inovação, ambiente hostil aos negócios e fraca articulação entre os diversos níveis de lideranças. Para reverter esse cenário, foram adotadas uma série de ações para corrigir cada um desses problemas. Para reter os talentos da cidade e atrair outros espalhados pelo mundo, criou-se um enorme esforço para mudar a cultura local. Diversos incentivos e investimentos foram direcionados para novos programas de revitalização da cidade, o que logo tornou Pittsburg uma cidade referência em qualidade de vida.  Para impulsionar o desenvolvimento econômico, programas de inovação foram lançados para promover e apoiar o empreendedorismo. Além de estimular a criação de empresas de alto impacto e valor agregado, os programas de inovação também se tornaram uma poderosa ferramenta para fortalecer as parcerias público-privadas através dos canais de comunicação e cultura da colaboração, intrínsecas ao movimento.

Em uma década a economia da cidade começou a se transformar e novos setores se desenvolveram com destaque para medicina, educação superior de qualidade, turismo e alta tecnologia. As três universidades baseadas em Pittsburgh passaram a apostar em outras áreas da ciência, mais especificamente em campos de alta tecnologia como robótica, inteligência artificial, tecnologia em saúde, manufatura avançada e indústria de software.

Hoje, empresas como Apple, Intel e o braço tecnológico da Disney investem em diversas pesquisas e empresas baseadas em Pittsburgh. Cerca de 80% dos empregos de altos salários na cidade estão nos setores de tecnologia e educação – e a robótica é a peça a mais visível e icônica dessa mudança econômica, por isso o apelido “Roboburgh”.

Em 2009, o sucesso de Pittsburgh foi reconhecido ao ser selecionada para sediar uma reunião do G20. Os organizadores do evento ressaltaram sua economia diversificada e balanceada, que faz da cidade um modelo de transformação econômica, ambiental e de qualidade de vida. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, elogiou a transformação de Cidade do Aço para um centro de inovação em alta tecnologia, incluindo tecnologias sustentáveis, educação e treinamento, pesquisa e desenvolvimento.

 

Água limpa a partir…de esgoto?

Empresa de SP passa na frente de Bill Gates e cria máquina compacta de tratamento de esgoto

Bill Gates apresentou recentemente a máquina que transforma esgoto em água potável. Incrível, não? O que é mais incrível ainda é pensar que uma empresa de São Paulo desenvolveu, em 2012, um projeto similar. Com a vantagem de ser mais fácil de implementar em grandes centros urbanos, graças a diferenças no processo e no design. A gente explica como.

Trata-se de uma estação de tratamento compacta chamada Renascente, da empresa paulistana Perenne. O design, feito pelo escritório Questto Nó, foi premiado na categoria sustentabilidade na Bienal Ibero-Americana de Design e no Green Good Design. O projeto é um grande diferencial, já que a máquina ocupa o espaço de uma vaga de carro e é agradável aos olhos. A estrutura poderia ser instalada em frente a shopping centers, escolas e em eventos públicos, por exemplo.

 

E como ela funciona?arte-perenne

A Renascente utiliza processos físicos e biológicos para transformar a matéria orgânica do esgoto em água. A  tecnologia é mais sustentável do que a criação de Bill Gates, que utiliza tratamentos químicos após queimar o esgoto. A máquina brasileira consegue uma economia de até 30% na conta de água e tem capacidade de tratamento de 50.000 litros/dia. Apesar de não ser própria para consumo, a água tratada pode ser usada para irrigação e limpeza.

Mesmo sendo pioneira, a máquina brasileira ainda não conseguiu o apoio necessário para a sua produção industrial. Resta esperar que organizações públicas e privadas enxerguem a Renascente como uma possibilidade de economia de água a curto prazo . De acordo com os responsáveis pelo projeto, a Sabesp se interessou, mas nenhum acordo foi firmado até o momento. Confira um vídeo de apresentação do projeto logo abaixo:

Estado da Califórnia planeja distribuir painéis solares gratuitamente

Em Sacramento, programa estadual de energia solar ajuda famílias de baixa renda

Qual é o futuro da energia no mundo? Para Diane Moss, fundadora do Instituto Renewables 100, a pergunta que devemos nos fazer não é se vai haver uma transição para fontes 100% renováveis. Segundo ela, atingimos um ponto de evolução, pesquisa e conhecimento de tecnologias que já nos permite pensar em quando e como ela vai acontecer. Moss e outros pesquisadores, professores e ativistas deram seus depoimentos para o documentário The Future of Energy, que vale a pena assistir.

Vem do estado da Califórnia, nos EUA, uma notícia animadora: líderes políticos e empresários planejam oferecer, gratuitamente, painéis de captação de energia solar para moradores de baixa renda. A ação é liderada pela Grid Alternatives, um empreendimento de energia solar sem fins lucrativos que arrecadou cerca de 15 milhões de dólares provenientes de uma lei estadual que obriga empresas a comprarem “créditos” para cada tonelada de dióxido de carbono que produzem. Serão mais de 1.600 sistemas de painéis solares gratuitos distribuídos e instalados até o final de 2016. O programa teve início na capital do estado, Sacramento, e o próprio governador o apresentou à população.

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Para se beneficiar do programa, a residência da família deve estar localizada em um “bairro desfavorecido”, conforme conceitos definidos pelo Estado, e os rendimentos familiares devem ser 80% menores do que a média daquela área.

Unir interesses políticos e empresariais para o bem da população é uma ideia que pode (e deveria) ser replicada em outros lugares, você não acha?

Iniciativa mexicana gera renda e transformação social

Artesãos indígenas e presidiários fazem parte de cadeia de produção

A tradição cultural pode influenciar positivamente uma comunidade e gerar renda para cidadãos em situação de risco social. Temos um exemplo mexicano que vai surpreender pela simplicidade e inovação.A startup têxtil Flor De Mayo fundiu o artesanato indígena com design contemporâneo para alcançar o mercado.

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O primeiro passo foi valorizar a arte milenar de comunidades indígenas mexicanas. Há três anos, a companhia trabalha com 50 artesãos de Puebla. Eles criam bordados típicos de sua cultura, que são entregues aos líderes comunitários – responsáveis pelo envio para a Flor de Mayo.

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Mais adiante, a cadeia de produção segue impactando a sociedade mexicana. Os bordados indígenas são costurados em peças de roupas por presidiários, que também embalam os produtos. Este trabalho garante renda para ajudar no sustento de suas famílias fora da cadeia.

A intenção é atingir e transformar a vida de mais de 600 mil indígenas mexicanos que vivem na pobreza. Além de rendimentos sustentáveis e apoio às comunidades, há o foco no recondicionamento social e capacitação profissional da população carcerária.

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Esta última etapa se assemelha ao trabalho que a Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (APAC) realiza em algumas cidades brasileiras. Criado em 1973, o sistema fornece suporte social, emocional e profissional aos presos. O índice de reincidência é de 10%, enquanto no sistema tradicional ele gira em torno de 80%.

Fábricas de cerâmica no RJ, têm projeto sustentável

O projeto em Itaboraí investe troca óleo derivado do petróleo por biomassa e faz parte de programas de venda de créditos de carbono

As empresas Cerâmicas Guaraí, Itabira e Santa Izabel, no município de Itaboraí, RJ, trocaram o óleo BPF, derivado do petróleo, por lixo orgânico e madeira sustentável na geração de energia para suas linhas de produção. Antes da implementação do projeto “Rio Cerâmica Biomassa”, as fábricas usavam cerca de 4,1 milhões de litros de óleo por ano para produzir 60 mil toneladas de tijolos de cerâmica. Hoje, o óleo foi substituído pela queima de serragem, que antes era descartada como lixo pelas indústrias locais, além de madeira de áreas de reflorestamento sustentável.projetosustentávelolho1

A decisão de trocar o combustível inspirou as fábricas a investir em infraestrutura. Uma alimentadora automática para a biomassa reduziu a exposição dos trabalhadores às altas temperaturas das caldeiras, significando um ambiente mais seguro.

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Mulheres foram contratadas prioritariamente para trabalhar no processo produtivo das fábricas, incluindo-as no setor da construção civil, que é caracterizado por ser predominantemente masculino. De acordo com Cardoso, proprietário da Cerâmica Itabira, essa escolha está gerando bons resultados, pois a perda de produção tem sido melhor. “As mulheres se mostram mais cuidadosas e responsáveis”, afirma. Também há esforços para contratação de pessoas portadoras de deficiência e ex-presidiários, para ajudá-los a reinserir-se no mercado de trabalho.projetosustentávelolho12

Parte da madeira empregada como biomassa nas fábricas é comprada da ONG Mundo Verde, que organiza moradores de favelas próximas na coleta de resíduos de madeira. As fábricas investiram também em revitalização de quadras esportivas, entrega de materiais de construção para reforma de escolas e outras iniciativas, como a doação de cestas básicas para as vítimas dos deslizamentos de terra em Teresópolis em 2011.

O projeto faz parte de programas de venda de créditos de carbono e já está em sua quarta verificação de emissões. Estima-se que a substituição por biomassa nas fábricas reduzirá 423.036 toneladas de dióxido de carbono em 10 anos.

 

Conheça outros projeto s sustentáveis:

 

Fontes 1/2

Incubadora incentiva criação de empresas sustentáveis

Em Hamilton, Ohio, uma incubadora foi criada com foco em empresas sustentáveis e de alta tecnologia

Hamilton Mill é uma incubadora para empresas focadas nas áreas de manufatura avançada, tecnologia limpa (energia renovável, gás natural, água) e tecnologia digital, localizada em Hamilton, capital de um condado de Ohio. Ok. Mas e o que ela tem de diferente das outras incubadoras?

Na verdade, a cidade de Hamilton como um todo tem ganhado destaque nacional no que diz respeito ao fornecimento de energia limpa e renovável para os seus moradores. A cidade tem incentivado e desenvolvido um conceito de “cidade como laboratório”. Isso significa que as empresas que se enquadram nos propósitos sustentáveis podem trabalhar seus protótipos na cidade e ter acesso imediato a recursos e clientes dispostos a experimentar as novas soluções e dar um valioso feedback quase que instantâneo. Tudo isso dentro da incubadora Hamilton Mill.

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Embora a incubadora já exista desde 2003, só depois de um recente trabalho de comunicação e rebranding que ela se tornou mais conhecida e formou parcerias importantes com organizações de Cincinnati, Dayton e outras cidades.

Trata-se de é uma organização sem fins lucrativos que oferece, na prática, serviços de tutoria e redes de contatos para novas startups nas áreas afins do projeto. Os próximos passos da organização são ajudar seus clientes empresariais a comercializarem suas ideias e transformá-las em negócios de sucesso. A meta é fazer com que seus inquilinos possam “graduar” e abrir seus próprios escritórios na cidade.

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No final de 2014, o Hamilton Mill recebeu o prêmio “Excellence in Economic Development Innovation” da Associação para o Desenvolvimento Econômico de Ohio. A premiação reconhece as realizações individuais e de organizações no desenvolvimento da região. Isso só corrobora com o propósito de revitalizar a cidade e estimular mais investimentos na região.

 

Já imaginou essa ideia acontecendo na sua cidade?

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Cidade no Texas lança programa para que empresas troquem resíduos entre si

Em Austin, o lixo de uma empresa pode ser a matéria-prima de outra

A cidade de Austin, no Texas, é um destaque dentre as cidades americanas por seus programas de desenvolvimento consciente e sustentável. Já mostramos um deles financiado pela prefeitura aqui no Cidades Empreendedoras e parece que as boas ideias não param de surgir. Conheça o Austin Materials Marketplace lançado em julho deste ano.

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Trata-se de um programa que reúne empresários e empresas de todos os tamanhos na cidade de Austin e no distrito de Travis County para criar sistemas de circuito fechado em que os resíduos de uma empresa podem ser matéria-prima para outra empresa. A plataforma online fornece uma lista de materiais que podem ser listados e colocados à disposição para troca e coleta.

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O site funciona em 3 simples passos:

1- Materiais disponíveis são postados;

2- A plataforma ajuda a classificar e encontrar recursos potenciais para troca;

3- Depois de uma rápida verificação da viabilidade, o empresário faz a troca.

Para as empresas, as oportunidades de networking e acesso a pensadores criativos da cidade é o que faz com que a participação no programa seja uma experiência ainda mais valiosa. O formato de rede de negócios é intencionalmente projetado para promover o intercâmbio de material e identificar oportunidades de novos negócios ou até mesmo expandir os já existentes.

Esta é uma ideia facilmente replicável em qualquer cidade do mundo. Basta a iniciativa.

Santa Rita do Sapucaí se firma como um dos maiores pólos de inovação do país

A cidade do sul de Minas se torna uma das mais interessantes do país por seu ritmo empreendedor

O que faz uma cidade ser considerada empreendedora? Geralmente são lugares que favorecem o empreendedorismo através de atividades de inovação, tecnologia e conhecimento aplicado que podem se dar por investimentos de iniciativa privada e boas políticas governamentais. Possuem também excelentes universidades e, acima de tudo, adotam e vivenciam uma cultura empreendedora no dia a dia. Sua cidade tem alguma destas características?

Em Minas Gerais, uma cidade tem várias. Santa Rita do Sapucaí, bem ao sul do estado, vem se revelando um terreno fértil para empresas e pessoas criativas afim de desenvolverem projetos inovadores. Quer saber o por que? Coletamos alguns destaques que o Festival  Cidade Criativa, Cidade Feliz listou sobre a Santa Rita em sua fanpage.

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1. Tecnologia e empreendedorismo

Santa Rita do Sapucaí conta, hoje, com mais 150 empresas de tecnologia que empregam cerca de 10 mil pessoas e podem gerar um faturamento de R$ 2,7 bilhões em 2014.

Fonte

Além disso, ela entrou para a lista das 10 melhores cidades brasileiras para se abrir uma empresa de tecnologia. É por isso que ela é conhecida como “O Vale da Eletrônica”.

Fonte.

2. Cultura

Anualmente acontece o evento cultural Cidade Criativa, Cidade Feliz que surgiu graças à parceria e apoio de diversas instituições privadas e públicas da cidade, além de contar também com a participação de voluntários. E tem a intenção de conectar diferentes pessoas, ideias e interesses criando uma experiência única para Santa Rita do Sapucaí.

Um dos festivais de jazz e blues mais importantes do pais também acontece por lá.

Fonte.

3. Educação

Investimento em instituições de ensino de qualidade que preparam os alunos para o mercado de trabalho de maneira mais eficiente e prática.

Fonte.

4. Turismo

A cidade possui atrações diversificadas que vão da gastronomia, passando por belezas naturais e até a diversão dos carnavais de rua. Tudo isso vem estimulando o turismo na região.

Fontes.

Quem fez acontecer?

Uma união de várias iniciativas públicas, privadas e individuais.

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Empresa comprova a viabilidade das fazendas urbanas

Empreendedor de Montreal cria método para ampliar a produção e a distribuição e revoluciona o setor de alimentos

Urban Farms ou Fazendas Urbanas, já ouviu falar a respeito? O conceito foi popularizado por um professor chamado Dickson Despommier que, em 1999, afirmou que a agricultura urbana em grande escala era a direção mais lógica a se seguir tendo em vista a necessidade de alimentar 9 bilhões de pessoas no mundo (até o ano de 2050), com 70% deste número vivendo em densas áreas urbanas.

Ele não estava errado. No entanto, 15 anos depois, a produção em larga escala de alimentos produzidos em fazendas verticais urbanas ainda está longe de ser uma realidade. Isso porque o setor ainda luta para lidar com desafios de engenharia que fazem do cultivo de alimentos em cidades um negócio dispendioso. Além disso, as vendas e distribuição também se mostraram ser mais difíceis do que o esperado. Então, o que precisa ser feito?

Em Montreal, uma empresa pretende responder a estas questões.

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A Lufa Farms, de acordo com o CEO Mohamed Hage, criou sua primeira estufa na cobertura de um edifício comercial no norte de Montreal. A área, uma zona industrial delimitada por duas rodovias, estava longe de se destacar em revistas de design, mas era o local perfeito para o salto produtivo que ele almejava.

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A instalação se deu em uma área de 2.900 m2 e toda a produção utiliza a técnica de hidroponia, em que a água fornece nutrientes para as plantas sem a necessidade de plantio em terra. Além disso, os métodos da empresa excluem qualquer tipo de pesticidas, herbicidas ou fungicidas, e ela adota o controle biológico de pragas para se livrar de insetos nocivos. Hage ainda afirma que trata-se de “um cultivo com mais softwares do que fazendeiros”, por isso foi possível pensar em grande escala de produção.

Então, a maior inovação da empresa tem pouco a ver com técnicas de cultivo ou arquitetura: é puramente marketing e e-commerce. Lufa vende seus produtos através de um complexo sistema de distribuição que em nada lembra o habitual método “vender o que se tem” de cooperativas encontradas em muitas cidades.

Os consumidores podem pagar um valor mínimo de 30 dólares para ter suas cestas semanalmente preenchidas com alimentos da Lufa, ofertados em uma loja online muito bem preparada. A empresa ainda fechou parcerias com outros fabricantes de produtos locais para oferecer mais aos seus clientes, como pães frescos, ervas e mel, por exemplo.

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Cada produtor recebe uma ordem indicando exatamente quantas baguetes, litros de leite ou quilos de batatas serão necessários para as encomendas no dia seguinte. Depois de tudo escolhido, preparado, engarrafado e embalado, Lufa recebe as caixas em seu armazém que, por sua vez, são enviadas para mais de 150 pontos de coleta na cidade.

Este sistema baseado em demanda reduz drasticamente o desperdício, tanto do lado do produtor como no armazém da Lufa, uma vez que não existirão produtos não vendidos para serem descartados das prateleiras das lojas. Também reduz consideravelmente a necessidade de embalagens.

Por este feito logístico notável, a empresa pode muito bem ter resolvido um dos maiores problemas que assolam o sistema alimentar global. Você sabia que cerca de 40% dos alimentos não consumidos nos EUA vai direto para os aterros sanitários? E que cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos destinados ao consumo humano se perde ou é desperdiçado a cada ano no mundo?

Um dos pilares da nova economia “da fazenda para a mesa” é facilitar a comercialização e distribuição para os produtores locais e limitar o número de intermediários na cadeia de abastecimento. Esse desafio tem se mostrado perfeito para uma série de novas empresas de tecnologia, como é o caso da Lufa de Montreal.

Quem fez acontecer?

O empreendedor canadense Mohamed Hage.

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Cidade dos EUA cria projeto de implementação de jardins solares

Em Fort Collins, nos EUA, se torna cidade modelo de produção de energia solar

Nos EUA, uma pesquisa concluiu que de 10 norte-americanos, 9 são favoráveis à utilização e implementação de energia solar. Logo, não há falta de demanda por recursos renováveis, certo? E mesmo sem pesquisas concretas no restante do mundo, podemos afirmar que este pensamento talvez se estenda a muitos outros países do globo. No entanto, alguns fatores sobre a introdução de painéis solares para extrair a energia do sol impedem o progresso da iniciativa. Dentre os quais é possível destacar: nem todo mundo é dono da sua própria casa para instalar os equipamentos necessários, algumas áreas recebem pouca luz durante o dia (principalmente nos prédios de grandes cidades) e a grande maioria simplesmente não consegue cobrir os custos iniciais que ainda são muito elevados.

A boa notícia é que uma das soluções para esses problemas acima pode estar contida no potencial de uma única palavra: comunidade.

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Jardins solares estão sendo desenvolvidos em conjunto com várias pessoas de uma mesma comunidade. Assim, além de fornecer energia para muitos moradores de uma só vez, é também possível reduzir os custos de equipamentos e instalação, e ainda inspirar outras comunidades a seguir o mesmo exemplo.

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É o caso da cidade de Fort Collins, no Colorado (EUA), que deve ser indicada como a primeira cidade modelo a adotar jardins movidos a energia solar para abastecimento de uma área no centro da cidade.

O programa faz parte de um esforço amplo chamado de FortZED, uma parceria tripla entre o governo local, o setor acadêmico e o industrial. De acordo com os idealizadores do projeto, ao se levar em consideração os pontos fortes de cada parceiro e compensar as deficiências, o FortZED poderá se posicionar na vanguarda de uma nova economia energética para o país.

Além da energia solar, outros aspectos do programa incluem o desenvolvimento de uma grande fazenda de eólica e estudos referentes à capacidade de armazenamento e distribuição das energias renováveis.

Uma ideia que só foi possível com a união de várias mentes e um único objetivo – transformar a realidade para melhor. Ponto para Fort Collins.

 

Quem fez acontecer?

O governo local, empresas privadas e universidades.

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