CATEGORIA: Inovação e Sustentabilidade

Área abandonada de Amsterdã vira um polo de criatividade

Empreendedores revitalizam região holandesa para transformá-la em hub de inovação

O que fazer com uma área urbana esquecida e pouco produtiva para a cidade? Por que não arregaçar as mangas e construir um polo de conexão e fomento aos empreendedores locais? Amsterdã prova que isso é possível. Há cerca de dois anos, De Ceuvel era uma área poluída no norte da capital holandesa, com algumas pequenas lojas de reparo de carros e celeiros abandonados. O cenário mudou após a intervenção da comunidade local que transformou o espaço em um campo fértil para o trabalho criativo e iniciativas sustentáveis.

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A partir de um projeto de revitalização urbana, as intervenções em De Ceuvel são realizadas por profissionais multidisciplinares que vão de paisagistas e arquitetos a construtores e especialistas em sustentabilidade, que prometem limpar completamente o solo poluído em um prazo de dez anos, período do contrato concedido pela prefeitura de Amsterdã para liberação de uso da terra.

O mais interessante é observar que De Ceuvel representa mais do que simples reformulações no espaço. Esse movimento em Amsterdam é uma das mais bem-sucedidas vitrines do que podemos chamar de transformação bottom-up, ou seja, um desenvolvimento que parte da base da sociedade para o topo, a partir da revitalização do espaço e incentivo às atividades que dinamizam a economia da região, ações que influenciaram o posicionamento das lideranças políticas.

Hoje, 16 habitações reformadas abrigam negócios criativos. Uma trilha de madeira elevada conecta os barcos (só é possível chegar à região atravessando um rio) e oferece um percurso a pé por uma paisagem inspiradora. O espaço é ocupado por escritórios, ateliês, ou oficinas para as empresas criativas e sociais. Também inclui um restaurante público, Ceuvel Café, e um bed & breakfast para atrair o turismo para o local.

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Como você poderia aproveitar a ideia de revitalizar uma área desocupada da sua cidade ou comunidade para fomentar o empreendedorismo local? Quem você chamaria para participar desta iniciativa?

Pittsburgh: como o declínio do Aço a transformou na inovadora Roboburgh

Cidade renovou sua indústria e superou a recessão econômica com investimento em tecnologia e educação

Se em 1911 Pittsburgh, nos Estados Unidos, estava produzindo metade do aço utilizado no país, na década de 1980 o aumento da competição internacional, redução da demanda e custos elevados fizeram com que diversas indústrias do setor saíssem da cidade, causando colapso na economia. A taxa de desemprego chegou a 17% ao mês e muitas pessoas deixaram a região em busca de oportunidades. Porém, apesar deste histórico, hoje Pittsburgh está frequentemente em listas de cidades que prometem crescimento e boas condições de trabalho e vê a sua população aumentar pela primeira vez desde a década de 1950. Como isso aconteceu?

A crise do aço forçou a cidade a se diversificar. Análises identificaram que os obstáculos que dificultavam a performance econômica eram a baixa retenção de mão de obra, baixo nível de inovação, ambiente hostil aos negócios e fraca articulação entre os diversos níveis de lideranças. Para reverter esse cenário, foram adotadas uma série de ações para corrigir cada um desses problemas. Para reter os talentos da cidade e atrair outros espalhados pelo mundo, criou-se um enorme esforço para mudar a cultura local. Diversos incentivos e investimentos foram direcionados para novos programas de revitalização da cidade, o que logo tornou Pittsburg uma cidade referência em qualidade de vida.  Para impulsionar o desenvolvimento econômico, programas de inovação foram lançados para promover e apoiar o empreendedorismo. Além de estimular a criação de empresas de alto impacto e valor agregado, os programas de inovação também se tornaram uma poderosa ferramenta para fortalecer as parcerias público-privadas através dos canais de comunicação e cultura da colaboração, intrínsecas ao movimento.

Em uma década a economia da cidade começou a se transformar e novos setores se desenvolveram com destaque para medicina, educação superior de qualidade, turismo e alta tecnologia. As três universidades baseadas em Pittsburgh passaram a apostar em outras áreas da ciência, mais especificamente em campos de alta tecnologia como robótica, inteligência artificial, tecnologia em saúde, manufatura avançada e indústria de software.

Hoje, empresas como Apple, Intel e o braço tecnológico da Disney investem em diversas pesquisas e empresas baseadas em Pittsburgh. Cerca de 80% dos empregos de altos salários na cidade estão nos setores de tecnologia e educação – e a robótica é a peça a mais visível e icônica dessa mudança econômica, por isso o apelido “Roboburgh”.

Em 2009, o sucesso de Pittsburgh foi reconhecido ao ser selecionada para sediar uma reunião do G20. Os organizadores do evento ressaltaram sua economia diversificada e balanceada, que faz da cidade um modelo de transformação econômica, ambiental e de qualidade de vida. Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, elogiou a transformação de Cidade do Aço para um centro de inovação em alta tecnologia, incluindo tecnologias sustentáveis, educação e treinamento, pesquisa e desenvolvimento.

 

Cidadãos se mobilizam para dar nova vida à construção histórica

Os resultados da iniciativa são surpreendentes e conjunto de edifícios antigos sedia revolução cultural e econômica em Porto Alegre

E se em vez de derrubarem prédios centenários para a construção de arranha-céus, as cidades e os moradores se apropriassem de sua história arquitetônica, fomentassem a cultura local e o desenvolvimento econômico com projetos de arte, educação, criatividade e negócios? Em Porto Alegre (RS), foi exatamente isso que aconteceu no bairro Floresta. Um conjunto de três edifícios da década de 1920, que somam 2.332 m² de área construída, foi transformado no Vila das Flores, um centro que abriga muitas funções como espaço para atividades socioculturais, artísticas e empreendedoras.

O processo começou em 2012, com encontros informais entre os proprietários e pouco mais de 20 pessoas, envolvidas com empreendedorismo criativo. No boca a boca, o grupo cresceu, assim como as ideias para o espaço. No ano seguinte, um evento, que reuniu 60 artistas, deu visibilidade para a iniciativa e comprovou a vocação do lugar em ser um ambiente multifuncional e artístico.

Hoje formalizados como Associação Cultural Vila Flores, eles cuidam e representam o projeto, que possui quatro norteadores para as atividades realizadas no local: arte e cultura (eventos e atividades de artes visuais e cênicas, audiovisual, música, gastronomia), educação (cursos e oficinas), empreendedorismo (fomento de negócios locais) e regeneração urbana (atividades que visam a melhoria da vida na capital gaúcha).

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Apartamentos estão sendo transformados em residências temporárias, espaços comerciais com lojas, cafeterias e um memorial. Hoje, 20 empresas e projetos são sediados na Vila Flores, dentre escritórios de design, arquitetura, empresas de tecnologia e até uma companhia de teatro.

“Porto Alegre é aberta a economia criativa. A Vila, além de ser um espaço cultural, é uma incubadora com um monte de empresas de relacionando e se potencializando. Também agregamos uma questão histórica, resgatando edifícios que estavam deteriorando e isso traz outra dinâmica para a vizinhança. Outro ponto positivo é nossa agenda educativa, com capacitações abertas a pessoas em vulnerabilidade social. Mais de 3 mil pessoas circulam por aqui todo mês e isso contribui para o desenvolvimento econômico, social e cultural urbano”, diz Aline Bueno, gestora cultural do Vila Flores.

E em sua cidade, o que tem acontecido para preservar as riquezas histórico-culturais?

Água limpa a partir…de esgoto?

Empresa de SP passa na frente de Bill Gates e cria máquina compacta de tratamento de esgoto

Bill Gates apresentou recentemente a máquina que transforma esgoto em água potável. Incrível, não? O que é mais incrível ainda é pensar que uma empresa de São Paulo desenvolveu, em 2012, um projeto similar. Com a vantagem de ser mais fácil de implementar em grandes centros urbanos, graças a diferenças no processo e no design. A gente explica como.

Trata-se de uma estação de tratamento compacta chamada Renascente, da empresa paulistana Perenne. O design, feito pelo escritório Questto Nó, foi premiado na categoria sustentabilidade na Bienal Ibero-Americana de Design e no Green Good Design. O projeto é um grande diferencial, já que a máquina ocupa o espaço de uma vaga de carro e é agradável aos olhos. A estrutura poderia ser instalada em frente a shopping centers, escolas e em eventos públicos, por exemplo.

 

E como ela funciona?arte-perenne

A Renascente utiliza processos físicos e biológicos para transformar a matéria orgânica do esgoto em água. A  tecnologia é mais sustentável do que a criação de Bill Gates, que utiliza tratamentos químicos após queimar o esgoto. A máquina brasileira consegue uma economia de até 30% na conta de água e tem capacidade de tratamento de 50.000 litros/dia. Apesar de não ser própria para consumo, a água tratada pode ser usada para irrigação e limpeza.

Mesmo sendo pioneira, a máquina brasileira ainda não conseguiu o apoio necessário para a sua produção industrial. Resta esperar que organizações públicas e privadas enxerguem a Renascente como uma possibilidade de economia de água a curto prazo . De acordo com os responsáveis pelo projeto, a Sabesp se interessou, mas nenhum acordo foi firmado até o momento. Confira um vídeo de apresentação do projeto logo abaixo:

Inovação faz parte da agricultura em MG

Em Montes Claros, sistema de irrigação contribui para a redução do consumo e resolve um problema para produtores locais

Em tempos de escassez de recursos hídricos, são destaque os projetos que apresentam soluções simples e ligadas ao consumo consciente de água. É o caso de uma técnica de irrigação localizada, que reduz o desperdício e contribui para a economia em Montes Claros, cidade do norte de Minas Gerais.

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Em regiões semiáridas e áridas, águas subterrâneas são utilizadas para irrigação de plantações. O problema é que essas reservas naturais possuem uma grande concentração de calcário, que acaba entupindo os bicos do sistema de irrigação por gotejamento – método que faz a planta captar de 80 a 90% da água, frente aos 60% da irrigação tradicional.

Apesar da absorção eficiente, o entupimento gera inconvenientes para os agricultores. Por afetar a produtividade, já que algumas plantas acabam não recebendo água, o método é rejeitado por parte dos produtores. Aqueles que optam pelo procedimento acabam utilizando ácidos para desobstruir os gotejadores, uma decisão perigosa que envolve o manuseio de toxinas e a potencial contaminação do solo.

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) de Montes Claros, em parceria com o Sebrae Minas e a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), desenvolveram uma solução dentro do Programa de Incentivo à Inovação – PII. O sistema adiciona gás carbônico (CO2) à água durante a irrigação.

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O gás dissolve os carbonatos, responsáveis pelos entupimentos. Além disso, a técnica reduz naturalmente o consumo de água pelas plantas, mesmo em regiões áridas. Segundo os pesquisadores, o CO2 não penetra mais do que 15 cm abaixo do solo. Ou seja, não causa o deslocamento de minerais (lixiviação) para o lençol freático. A técnica está em fase de prototipação, mas tem tudo para evoluir e tornar-se parte dos processos de agricultura na região já que é boa para o meio ambiente e também  para os produtores.

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Projeto Sempre Viva promove preservação ambiental e ecoturismo na região de Mucugê

Município baiano, localizado na Chapada Diamantina, virou modelo de sustentabilidade no Brasil

O Projeto Sempre Viva foi criado inicialmente visando à proteção das sempre-vivas da Chapada Diamantina, na Bahia. Cresce na região a Syngonanthus mucugensis Giulietti, ou sempre-viva de Mucugê, uma variedade da planta que está ameaçada de extinção devido à sua exportação ilegal para Japão, Estados Unidos e Europa por mais de 30 anos.

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Atualmente, a extração era feita por populações carentes de Mucugê e região. Ao interferir na extinção dessa cadeia predatória, o projeto se tornou o mais bem sucedido da linha Projetos de Execução Descentralizada (PED) do Ministério do Meio Ambiente. O Sempre Viva surgiu a partir de parceria entre a Prefeitura de Mucugê, o Governo do Estado da Bahia, o Ministério do Meio Ambiente, a Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Salvador, a Universidade Estadual de Feira de Santana e a Caixa Econômica Federal.

Entre as ações, estão a implantação de um sistema de informação geográfica na cidade para controle de produção e monitoramento das áreas onde a espécie cresce, um projeto de educação ambiental em escolas e também para os adultos, o Parque Municipal de Mucugê e também uma Unidade de Cultivo Experimental. A Unidade estuda o cultivo da planta, que tem alto valor comercial, para promover a comercialização sustentável e também o repovoamento dos campos onde a espécie foi dizimada.

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Atualmente, o projeto é autossustentável, gerando renda a partir da cobrança de entrada (R$ 3) ao Parque Municipal do Mucugê e venda de souvenirs. O sucesso vem estimulando a criação de parques municipais nos municípios vizinhos, como Andaraí, Lençóis, Itaetê, Barra da Estiva e Ibicoara. As pesquisas, que antes eram destinadas apenas para as sempre-vivas, foram propulsoras de outros 20 estudos, que estudam espécies do ecossistemas da região. O Sempre Viva é atualmente uma referência para projetos ambientais na região da Chapada Diamantina, comprovando que apostar na defesa ambiental é possível, sustentável e gera renda.

Toronto é inspiração com política que favorece o meio ambiente

Cidade canadense readaptou leis municipais para tirar proveito de crescimento urbano

Preservação arquitetônica, histórica, ambiental e até social em grandes cidades podem parecer batalhas perdidas. Apesar do crescimento urbano voraz, há motivos para acreditar que dá pra fazer melhor. Por que não pensar em alternativas para tirar proveito de elementos como, por exemplo, os arranha-céus? Uma opção é a readaptação de leis municipais. Em Toronto, existe um estatuto que obriga a instalação de telhados verdes em novos edifícios.

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A medida, votada com esmagadora maioria na câmara, prevê a instalação de telhados verdes em até 50% da área de prédios residenciais com mais de seis andares, escolas, edifícios comerciais e industriais. Para projetos maiores, uma maior porcentagem de cobertura verde é necessária. Construtoras argumentaram que a decisão encareceria o valor dos imóveis, mas uma parcela da sociedade comemorou este passo tomado por Toronto.

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A tendência tem se espalhado pelo mundo. A França recentemente adotou leis semelhantes. A partir de agora, todo e qualquer prédio localizado nas zonas comerciais deve ser parcialmente coberto com plantas ou painéis solares. Para quem não sabe, os telhados verdes têm um efeito isolante que ajuda a reduzir a quantidade de energia gasta para aquecer um edifício durante o inverno ou arrefecê-lo no verão. Outro ponto positivo dos telhados é a capacidade de reter a água da chuva e reduzir problemas de escoamento, além de oferecerem um lugar seguro na “selva urbana” para espécies de aves.

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Esperamos ver muitos outros projetos de lei como esses se espalhando por aí.

Estado da Califórnia planeja distribuir painéis solares gratuitamente

Em Sacramento, programa estadual de energia solar ajuda famílias de baixa renda

Qual é o futuro da energia no mundo? Para Diane Moss, fundadora do Instituto Renewables 100, a pergunta que devemos nos fazer não é se vai haver uma transição para fontes 100% renováveis. Segundo ela, atingimos um ponto de evolução, pesquisa e conhecimento de tecnologias que já nos permite pensar em quando e como ela vai acontecer. Moss e outros pesquisadores, professores e ativistas deram seus depoimentos para o documentário The Future of Energy, que vale a pena assistir.

Vem do estado da Califórnia, nos EUA, uma notícia animadora: líderes políticos e empresários planejam oferecer, gratuitamente, painéis de captação de energia solar para moradores de baixa renda. A ação é liderada pela Grid Alternatives, um empreendimento de energia solar sem fins lucrativos que arrecadou cerca de 15 milhões de dólares provenientes de uma lei estadual que obriga empresas a comprarem “créditos” para cada tonelada de dióxido de carbono que produzem. Serão mais de 1.600 sistemas de painéis solares gratuitos distribuídos e instalados até o final de 2016. O programa teve início na capital do estado, Sacramento, e o próprio governador o apresentou à população.

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Para se beneficiar do programa, a residência da família deve estar localizada em um “bairro desfavorecido”, conforme conceitos definidos pelo Estado, e os rendimentos familiares devem ser 80% menores do que a média daquela área.

Unir interesses políticos e empresariais para o bem da população é uma ideia que pode (e deveria) ser replicada em outros lugares, você não acha?

Ponte ou parque elevado?

Na Holanda, projeto une dois bairros proporcionando segurança e natureza para pedestres e ciclistas

Imagine-se vivendo em uma cidade onde é preciso pegar o carro para chegar em um bairro próximo ao seu porque o acesso é complicado por bicicleta ou mesmo a pé. Linhas de trem e estradas impedem a mobilidade de um ponto ao outro. A solução seria construir uma ponte? Na Holanda, na cidade de ‘s-Hertogenbosch teve esta ideia, mas acabou elaborando um projeto muito maior.

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A Paleisburg (nome da edificação) é um parque suspenso e uma ponte ao mesmo tempo. A estrutura tem vias para pedestres, ciclovia e projeto paisagístico com vários tipos de plantas. A ponte mede 250 metros e liga o centro histórico de ‘s-Hertogenbosch a uma área chamada Paleiskwartier, que vem se desenvolvendo recentemente e reúne universidades, casas e escritórios.

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O diferencial deste projeto está em sua base, feita de placas de aço à prova de mudanças climáticas que proporcionam uma vida útil de, no mínimo, 100 anos. Além disso, foi instalado um sistema de aquecimento do chão para que a ponte não congele no inverno e evite a necessidade de jogar sal durante esta estação do ano – uma prática para derreter neve que acaba diminuindo a durabilidade das estruturas metálicas.

Outro destaque do projeto fica por conta da vegetação. O esquema de árvores e arbustos divide a ponte em três áreas, cada uma com características diferentes. Existe a seção com plantas de estilo savana, outra com vegetação mais alta e densa e no meio encontra-se uma flora mais baixa – para não atrapalhar a vista. A diversidade permite que durante todo o ano floresçam diferentes espécies vegetais.

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A ponte ainda é composta por bancos e iluminação de LED, alimentada por energia solar. Isso a torna muito mais convidativa e segura, inclusive durante à noite.

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E aí na sua cidade? Uma ponte dessas traria mudanças significativas? Compartilhe seus impressões nos comentários.

Energia solar ilumina cidade do interior do Brasil

Itajaí (SC) implementa projeto de energia limpa para espaços públicos

O Brasil tem uma posição privilegiada no globo terrestre quando o assunto é energia solar. A irradiação extremamente alta é um sinal verde para o crescimento desse mercado. Apesar da tecnologia ainda não ter se popularizado, existem projetos públicos querendo mudar essa história.

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Em Itajaí, Santa Catarina, a prefeitura acaba de inaugurar uma usina solar fotovoltaica. Ela foi instalada no prédio Centreventos. Mesmo sendo o estado com menor radiação no país, serão produzidos 7 mil kWh por mês. Mais de 200 painéis vão fornecer um terço do consumo mensal do espaço, que sedia eventos. Se houver excedente, ele vai abastecer a rede convencional como carga suplementar.

Os habitantes  de Itajaí também contam com paradas de ônibus ecológicas. Atualmente, são 22 pontos espalhados pela cidade. Eles são produzidos com uma mistura de materiais como garrafas PET, sacolas plásticas, resquícios de material de informática e casca de arroz. Além de serem 100% reciclados, as estruturas possuem aparência de madeira, o que dispensa pinturas e não apodrecem. Os painéis dos pontos são abastecidos por energia solar e possuem lâmpadas LED, acesas com fotocélula – sensor que percebe a diferença entre o dia e a noite. Graças ao sistema, há autonomia de funcionamento de quatro dias sem irradiação solar direta.

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Esses projetos fazem parte da reurbanização conduzida pela prefeitura de Itajaí, que inclui a construção de ciclovias, remodelação das calçadas e a expansão da captação de energia solar por outros bairros da cidade. Viu só como boas ideias não estão concentradas apenas nas grandes capitais do mundo?