CATEGORIA: Serviços

O transporte redesenhado em São Francisco

Startup lança transporte coletivo que tem até cafeteria a bordo

Transporte público. Duas palavrinhas que não conseguem atender às demandas e expectativas de pessoas no mundo inteiro, principalmente se focarmos em ônibus coletivo. Engana-se quem pensa que isso é um problema exclusivamente do brasileiro. Nos EUA há um consenso de que há muito o que melhorar nos ônibus que circulam por muitas cidades de lá. Tendo isso em vista, uma startup resolveu aproveitar a oportunidade e lançar um serviço de transporte público que oferece conforto acima da média.

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Leap é a startup que pretende balançar o mercado de transporte de São Francisco. Por enquanto, existe um ônibus beta circulando entre o centro e o bairro da marina e ele está equipado com internet wifi, mesas de bordo, sofás, tomadas USB e até lanches orgânicos e sucos naturais. Parece mais uma cafeteria sobre rodas.

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De acordo com os fundadores da startup, o Leap polui menos já que é abastecido com gás natural limpo e oferece mais possibilidades de trajetos não atendidos pelo transporte convencional. Ele circula pelos pontos de 15 em 15 minutos e os usuários podem utilizar o aplicativo para saber onde os ônibus estão e solicitar o embarque.

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Um dos intuitos por trás deste projeto é conquistar jovens da geração millennium ao oferecer atrativos típicos de pessoas conectadas, ativas e com preocupações ambientais e de bem-estar pessoal. Os idealizadores esperam que assim o transporte público volte a se tornar uma opção sustentável, possível e viável na vida dessas pessoas. Pensando em longo prazo, a ideia pode ainda inspirar o transporte público convencional e prefeituras de vários lugares do mundo. Nós esperamos que sim!

 

Leia mais sobre transporte público:

 

Um espaço criativo e compartilhado voltado para o empreendedorismo

Foi criada em Copenhagen uma incubadora de residências para jovens que querem desenvolver soluções criativas para o empreendedorismo

Já vimos muitas incubadoras para empresas da indústria criativa ou espaços de coworking surgirem nos últimos tempos. O discurso é sempre o mesmo: um ambiente de liberdade criativa para mentes igualmente criativas trocarem ideias e fazerem seus negócios acontecerem. Até aí nada de errado, precisamos mesmo de cada vez mais espaços dedicados e que estimulem o empreendedorismo e a inovação. Agora pense nas pessoas que estão por trás destas ideias, projetos, startups e empresas. Onde moram? Como vivem? Em Copenhagen existe uma “incubadora residencial” para estes perfis de empresários.

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Seis empreendedores dinamarqueses lançaram o Nest Copenhagen, o primeiro espaço de convivência criativa do país destinado aos inovadores do amanhã. Porque, de acordo com os idealizadores, existe vida fora do trabalho até mesmo para quem é empresário.

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Que fique claro: Nest não é um espaço de coworking e muito menos uma república de estudantes. As pessoas que vivem lá geralmente já têm um lugar para trabalhar e o que elas precisam é de um lar para compartilhar momentos com outras mentes criativas. empreendedorismocriativo3

Em termos práticos, Nest é um conjunto de quatro apartamentos com quartos para 20 empreendedores. Isso significa dividir o mesmo lugar com outros 4 ou 6 indivíduos, tendo um quarto individual, é claro, já que ninguém ali ainda é estudante universitário.

Existe uma seleção para se garantir que todos os “incubados” tenham ideias minimamente parecidas com relação ao empreendedorismo, inovação e criatividade. Para quem acha que 20 jovens vivendo em um mesmo prédio só poderia dar margem para festas intermináveis, os idealizadores do Nest avisam que festas serão inevitáveis, mas a maioria destas pessoas trabalham a maior parte do tempo, logo, a troca de ideias entre elas será a prioridade.

O valor disso tudo? Depende do tamanho do quarto escolhido. O aluguel pode variar entre 4.500 e 8.000 coroas dinamarquesas (o equivalente a R$ 1.940 e R$ 3.500) com tudo incluído: aluguel, internet, água, energia elétrica, etc. Os idealizadores não ganham nada com isso. Eles criaram a comunidade porque também queriam morar em um lugar como esse.

Será que uma ideia assim funcionaria bem no Brasil? Qual sua opinião?

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O Leite no Quênia

Queniano faz o redesign de um recipiente de leite e muda a vida da população

O futuro do transporte são os veículos compartilhados

Um aplicativo em NY pretende lançar linhas de transporte alternativo compartilhado em carros maiores e mais baratos que táxis

Com certeza você já parou para pensar em como a mobilidade urbana e o transporte público da sua cidade poderiam ser muito melhores. Ainda mais quando lemos notícias ou temos experiências em outras cidades do mundo que possuem metrôs bem planejados ou linhas de ônibus eficientes. Agora, Nova York pode entrar para a lista também como um lugar que oferece transporte complementar ou alternativo ao ônibus, metrô e táxi.

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Recentemente, foi lançando na cidade o aplicativo Via, criado para oferecer transporte de qualidade em carros maiores como SUV’s (sigla em inglês para veículo utilitário esportivo) e vans Sprinter, com preços acessíveis para o usuário que faz uso de transporte diário.

Mas vans não são novidade no transporte alternativo, você poderia pensar. Sim, não são. A diferença do Via é a possibilidade do passageiro agendar o horário de embarque e pagar a sua viagem através do aplicativo. Além disso, o passageiro escolhe a melhor esquina para embarcar, divide o carro com outras pessoas e o valor da corrida é pouco acima da passagem de ônibus e bem abaixo do que um taxista cobraria: apenas 5 dólares a corrida.

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O que separa o Via dos outros aplicativos de transporte compartilhado é o seu sistema dinâmico que se ajusta automaticamente às novas solicitações de viagem em tempo real. O sistema leva em consideração diferentes fatores para decidir se é razoável adicionar um novo passageiro a um veículo em trânsito como, por exemplo, espaço no veículo, origem, destino e desvios na rota requerida. As atualizações são feitas em tempo real pela base de dados do aplicativo e não oferece distrações para o motorista do veículo.

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Por enquanto, os carros do Via estão funcionando em poucos quarteirões de Nova York, mas a empresa acaba de receber um investimento de US$ 27 milhões e planeja expandir para novos mercados.

De acordo com os criadores do Via, o sucesso da ideia reside no fato das pessoas estarem interessadas em soluções de transporte que cobram um pouco a mais do que os ônibus, mas aumentam drasticamente sua conveniência e não sejam tão dispendiosas como utilizar táxis diariamente. Você seria um adepto desta ideia?

Projeto quer ouvir os cariocas para melhorar as políticas públicas do Rio de Janeiro

Com o projeto, prefeitura irá analisar as demandas inseridas e qualificar as diferentes ações dos órgãos governamentais

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Criado pelo LAB.Rio, Laboratório de Participação da Prefeitura do Rio de Janeiro, o projeto Mapeando é um meio que os cidadãos cariocas têm de qualificar as políticas públicas existentes e sugerir novas. No mapa disponível, as pessoas adicionam pontos de comentários e sugestões e esses dados são analisados para definir as prioridades da prefeitura. Periodicamente, as reclamações e sugestões mais populares são enviadas para os órgãos de cada área.

Para entrar, basta criar um login no site com seu e-mail. Uma vez dentro da plataforma, é possível colocar novos pontos no mapa pedindo pela melhoria de serviços. Os usuários também podem comentar demandas de outras pessoas para que elas tenham mais visibilidade. Por enquanto, o foco é em mobilidade, com demandas por transporte público, melhoria de travessias de pedestres, ciclovias e novos pontos de ônibus.

 

Quem fez acontecer?

LAB.Rio, Laboratório de Participação da Prefeitura do Rio de Janeiro

Como melhorar o trânsito de uma cidade

Em Belo Horizonte, a salvação pode chegar sobre duas rodas e sem mais atrasos para a cidade

Há quem diga que Belo Horizonte (MG) não é uma cidade propícia para andar de bicicleta. Entre as desculpas, estão as ruas muito movimentadas, o calor constante e as infinitas ladeiras que tomam conta de toda a geografia da cidade. No entanto, existe um movimento antigo, que vem crescendo nos últimos anos e prova justamente o contrário. A bicicleta tem ocupado cada vez mais espaço na vida dos belorizontinos, seja como forma de lazer, meio de transporte e, mais recentemente, como negócio lucrativo.

Você já ouviu falar dos bike boys ou ciclomensageiros? São ciclistas ou bicicleteiros (como alguns gostam de ser chamados) que uniram o útil ao agradável e transformaram um hábito em uma atividade profissional. É o exemplo dos Dizzy Express, uma turma de amigos que costumava se encontrar para pedalar e pensou que seria muito interessante para a cidade – e para eles próprios –  criar um serviço de entrega de encomendas feito de bicicleta. Uma novidade mal explorada em BH até então.

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O que começou como brincadeira evoluiu para um negócio bem estruturado e horizontal, em que os sócios/amigos realizam todas as funções da empresa, desde o atendimento até a entrega. Foram eles os responsáveis por modernizar a ideia de delivery feito por bicicletas na cidade. Há registros de outras empresas que também fazem uso de ciclomensageiros além dos convencionais motoboys, e até daqueles profissionais que atuam sozinhos como bike boys.

Foram os Dizzy que se organizaram como uma cooperativa atual e congruente com o espírito do tempo. Eles não somente atingiram um público diferente com a comunicação descontraída nas redes sociais como também testaram uma nova estrutura organizacional de empresa, com conceitos como colaboração e os já praticados por todos anteriormente como ocupação da cidade, sustentabilidade e mobilidade urbana.

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Na cola desta tendência que evolui nas cidades de todo o mundo, mais ciclistas têm pedalado por Belo Horizonte e mais negócios têm surgido. Talvez seja uma unanimidade entre quem pedala e também quem não tem o hábito: bicicletas são um meio de transporte que não faz barulho, não polui e não impacta negativamente a cidade.

Ainda resta alguma dúvida? Veja aqui e se convença de uma vez:

 

Como lidar com o trânsito caótico de uma grande cidade

Na Índia, um projeto convida cidadãos a fazerem a gestão compartilhada do trânsito

Se você já viajou para algum destino na Ásia, provavelmente esta imagem abaixo não é uma surpresa.

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A situação acima não é exagero e foi observada na cidade de Bangalore, na Índia. Dependendo do horário do dia pode ainda ser pior.

Um dos problemas enfrentados pelas estradas cada vez mais congestionadas deste país é que não há flagrante para a violação das regras de trânsito. Na maioria dos casos, as pessoas tendem a seguir as regras de trânsito somente quando há um guarda nas imediações.

Para tentar mudar a maneira como as pessoas se comportam, a polícia de trânsito da cidade lançou um projeto polêmico que traz uma iniciativa inédita: o “Public Eye” permite que os cidadãos desempenhem o papel de guardas de trânsito ao denunciar irregularidades.

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Trata-se de uma plataforma online que também funciona em um aplicativo para dispositivos móveis que qualquer cidadão pode baixar, com funcionamento bem simples.

1. Se você vê uma pessoa ou veículo violar uma regra de tráfego particular, basta tirar uma foto da violação com o telefone.

2. Em seguida, compartilhar a foto (juntamente com seus dados) através do app ou do site.

3. Pronto. Está feita a denúncia.

Os criadores da ferramenta afirmam que os dados dos usuários são mantidos em sigilo e, embora existam preocupações sobre falsas acusações, eles acreditam que com o tempo elas passarão a ser menores e mais facilmente identificadas.

Outra questão que também ganhou as rodas de discussões é o por que o trânsito na cidade não pode ser melhor controlado pelas autoridades encarregadas.

Bangalore é uma cidade que teve um crescimento muito rápido no setor industrial de TI e um aumento considerável das oportunidades de trabalho. Consequentemente, a população cresceu nas áreas urbanas fazendo com que as estradas não conseguissem suportar a nova demanda de transporte. O que piora e aumenta a pressão do tráfego em Bangalore é também a falta de espaço para expansão das estradas.

Por essas e outras razões, o aplicativo foi criado como uma tentativa de lidar com o desafio do trânsito de maneira mais eficaz, ao convidar os cidadãos para serem parte da mudança. A instituição resolveu abraçar a tecnologia e democratizar a gestão do tráfego para então dar um passo significativo na transformação tão urgente da cidade.

Na Austrália uma cidade conseguiu implantar transporte público gratuito

Em Adelaide, novos projetos fazem crescer o sistema de mobilidade urbana em prol dos cidadãos e dos turistas

Enquanto em alguns lugares do mundo os ônibus são precários, cobram tarifas altas e mal conseguem dar conta do fluxo diário de pessoas, em outras cidades eles funcionam com energia solar, têm ar condicionado, internet wi-fi e, o melhor de tudo, são gratuitos.

Na cidade de Adelaide, na Austrália, existe um projeto que nem é tão recente assim, começou a circular há mais de um ano. Assista ao vídeo a seguir para conhecer o modelo de ônibus construído no país vizinho, a Nova Zelândia.

O Tindo, como é chamado, tem autonomia para percorrer 200 km em condições normais de clima e tráfego com capacidade para 40 pessoas sentadas.

E parece que o sistema de transporte gratuito da cidade tem evoluído desde o lançamento do Tindo. Ao acessar o site oficial da câmara municipal, o Tindo já não é mais o único destaque. Uma rede de veículos agora foi criada para cidadãos e turistas se locomoverem gratuitamente e de maneira integrada.

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Você pode pegar uma bike emprestada pelo Adelaide Free Bikes em 19 estações localizadas por toda a cidade. Também pode pegar o Tindo ou, se preferir, também possui a opção do bonde que tem trajetos gratuitos entre as regiões chamadas de South Terrace e Entertainment Centre. Além do metrô, que não é de graça, mas tem uma rede que atende muito bem vários bairros.

Um exemplo de administração pública com foco no cidadão e que poderia ser copiada em outros lugares pelo mundo, certo?

 

Londres recebe sistema de pagamento otimizado para o transporte público

Ônibus, metrôs, trens e trams vão permitir pagamento por celulares, cartões e braceletes com sistema “contactless”

A “Transport For London” adequou seu sistema de pagamentos de tarifas para metrô, ônibus, trens e trams para aceitar o pagamento por sistema NFC (Near Field Communication), uma forma de comunicação de curta distância que já tem mais de 48 milhões de dispositivos adaptados na Grã-Bretanha. O NFC é simples e pode ser implantado em cartões de crédito, celulares, braceletes e até adesivos.

Conectados a um serviço de cartões de crédito como Visa, MasterCard, Maestro e American Express, os dispositivos com tecnologia NFC realizam rapidamente a transferência do valor da tarifa entre os terminais nas catracas do sistema de transporte público e a conta de banco do usuário.

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Graças ao sistema, entrar e sair do metrô ou do ônibus será cada vez mais rápido, já que não é preciso comprar um tíquete de viagem ou recarregar o Oyster (cartão pré-pago do sistema de transportes de Londres). Também é uma forma de facilitar o trânsito de turistas equipados com a tecnologia, que não precisariam mais comprar um Oyster temporário ou compreender o sistema tarifário londrino para se deslocar de um local a outro. Com o avanço da tecnologia NFC em celulares, nem mesmo um cartão especial é necessário, basta aproximar o smartphone do terminal de transportes para fazer o pagamento.

A Apple ainda não fechou parceria com a TfL e iPhones não podem realizar esse tipo de pagamento – por enquanto. A tecnologia começou a ser implantada nos ônibus, trens, metrôs e trams de Londres em 2013 e terminou em 2014.

Saiba melhor como a tecnologia funciona no site oficial da TfL.

Quem fez acontecer?

Transport for London, órgão governamental que rege o sistema de transporte público de Londres

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Cidade na China preserva trem desativado para incentivar a conservação da história

Em Pujiang, projeto de arquitetura transformou mobiliário urbano fora de uso em uma forma de manutenção de sua história e preservação do meio ambiente

Em alguns lugares do mundo o transporte ferroviário de pessoas é uma realidade muito confortável e acessível. Não é o caso do Brasil que não teve sua malha ferroviária expandia para este fim e quase não possui linhas de transporte de passageiros hoje em dia.

Na China, atualmente no terceiro lugar do ranking de países com maior dimensão ferroviária do mundo, uma linha desativada ganhou nova função. Em Pujiang, na região metropolitana de Xangai, vagões de trem foram transformados em um hotel.

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E é da empresa local de arquitetura e design KUU o projeto que reformou e transformou dois vagões chineses em refeitório e três vagões alemães em dormitórios. Para o restante das áreas comuns foi construído um pequeno prédio para a recepção e uma praça com projeto paisagístico com possibilidades de reorganização dependendo do tipo de evento.

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A ideia foi manter viva a memória ao invés de erguer um prédio enorme com quartos sem personalidade. Dessa maneira, estimula-se o turismo na região e preserva-se parte da história do transporte na cidade.

Quem fez acontecer?

O escritório de arquitetura chinês KUU.

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