Berlim, Alemanha tem 2 atitudes empreendedoras

Berlim aposta na troca de objetos e favores para combater o acúmulo desnecessário

Na capital alemã, cada vez mais pessoas se desfazem de produtos em excelente estado com a intenção de acumular menos e favorecer o meio ambiente

Berlim tem algo de diferente no ar. Não é sinal de uma próxima estação. É um jeito de pensar a economia de uma maneira mais interativa, participativa e menos cumulativa. É o pós-consumismo dando as caras por lá em sites e comunidades online exclusivos para troca ou doação de comida a eletrodomésticos, livros e caronas.

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A comunidade mais famosa atende pelo nome de Free Your Stuff Berlin. Trata-se, basicamente, de um grupo criado no Facebook que já conta com mais de 22 mil membros. Existem poucas regras, mas que são bem claras: não doar animais de estimação, já não são produtos, por exemplo.

O grupo é dedicado a todos aqueles que tendem a acumular e a preencher espaços que poderiam ser usados para algo mais interessante do que um depósito ou um coletor de poeira.

E não adianta dizer que isso só funciona na Europa. Apesar das iniciativas serem fortes lá fora, existe um pequeno movimento em outros lugares do mundo também. Entretanto, não podemos desconsiderar que essa ação envolve uma questão cultural. Por lá há a valorização de coisas mais baratas e usadas. No Brasil, produtos novos são mais valorizados. Campanhas como a Free Your Stuff têm o objetivo de exatamente mudar esse pensamento.

Enquanto isso, em Berlim, tem gente doando até porta. E não demorou nem um dia para alguém desejá-la.

Quem fez acontecer?

É um movimento com data de surgimento imprecisa.

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[fotos: Free Your Stuff group]

Berlim reduz emissão de carbono com energia solar

Projeto utiliza os tetos de prédios administrativos para implantar paineis ter a energia solar como principal fonte

O projeto Solardarchbörse (iniciativa do Teto Solar, em alemão) foi lançado em 2005 pela prefeitura de Berlim com o objetivo de transformar a energia solar na principal fonte renovável da cidade. Quase 10 anos depois, a capital alemã já reduziu suas emissões de carbono em 25%, boa parte disso por causa dos painéis fotovoltaicos.

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A prefeitura e o Solardarchbörse consideram que tetos vazios são um desperdício de recursos e, para fazer com que eles se tornem fontes produtoras de energia, criaram uma base de dados com os edifícios municipais e seu potencial de instalação de painéis fotovoltaicos. A ideia é simples: com os dados de potenciais energéticos nas mãos, investidores privados podem instalar geradores de energia solar nos locais indicados e depois receberem os lucros da venda da energia gerada. Todo tipo de edifício público pode ser aproveitado: de escolas e hospitais públicos a a prédios administrativos.

Para incentivar a instalação de geradores de energia solar também em casas particulares, o governo desenvolveu um Atlas Solar. Em parceria com a Universidade de Osnabrück de Ciências Aplicadas, essa ferramenta online mostra todos os prédios de Berlim com informações sobreo potencial de cada teto baseado em sua orientação geográfica e inclinação do telhado. O sistema também calcula os custos de instalação dos painéis fotovoltaicos e quanta energia poderá ser economizada para indicar se os painéis solares serão financeiramente viáveis em cada casa.

Estima-se que 220.000 tetos berlinenses poderiam aproveitar da geração de energia solar, mas ela está presente em apenas 9 mil deles. Os líderes do projeto Solardarchbörse calculam que a cidade tem potencial solar de produção de 100 horas megawatt (MWh) se todos os tetos disponíveis forem utilizados – dois terços da demanda doméstica da cidade. Entre 2005 e 2010, o consumo de energia renovável em Berlim quase dobrou: de 1,96 terajoules a 3,65 – subiu de 0,8 para 1,4% da quantidade de energia gerada na cidade. E esse número só tende a crescer: Berlim tem a meta de se tornar uma cidade neutra em carbono até o ano de 2050.

Quem fez acontecer:

Prefeitura de Berlim, em parceria com pesquisadores da Universidade de Osnabrück de Ciências Aplicadas

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Fonte.