Hangzhou, China tem 1 atitude empreendedora

O que uma cidade chinesa tem a ensinar sobre transporte público

Em Hangzhou, o sistema de bicicletas públicas é exemplo de projeto de mobilidade

A China costumava ser conhecida por sua tradição no uso de bicicletas. Há duas décadas, esse era o meio de transporte usado pela maioria dos cidadãos, mas a cultura dos carros e do progresso industrial mudou o cenário. Os assuntos transporte e mobilidade urbana se tornaram prioridade nas grandes cidades chinesas, onde é inviável que cada pessoa tenha um veículo.

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Seria impossível construir estradas suficientes, se todos os chineses resolvessem adquirir um automóvel. Por isso, alternativas como o BRT e o metrô estão em desenvolvimento. Ainda assim, a grande solução pode estar antigos hábitos dos chineses: as bicicletas. Um transporte democrático, acessível e que já foi parte da cultura da população.

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Na cidade de Hangzhou, importante centro cultural, econômico e político, a mudança já começou. Para isso, um sistema de bicicletas foi incorporado a rede de transporte público da cidade.

No início do projeto,  foram construídas 61 estações de serviço e disponibilizadas 2.800 bicicletas. Devido ao sucesso de adesão por parte dos habitantes, hoje 2.500 pontos e 51.500 bicicletas atendem quase 7 milhões de habitantes.

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Outro ponto de destaque é a distância entre uma estação e outra. Para facilitar o acesso, os pontos dentro da cidade foram distribuídos com 200 a 300 metros distância e nos subúrbios, a medida varia entre 500 e 800 metros.

Além do uso ser gratuito durante a primeira hora,  existe uma eficiente integração com o resto da rede pública. O cidadão que descer de um ônibus pode pegar uma bicicleta, gratuitamente até 90 minutos após a descida, usando um cartão único de transporte.

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Autoridades locais afirmam que o roubo de bicicletas é quase nulo. Com tantas estações disponíveis e o uso inicial gratuito, não faz sentido roubar uma para deixar em casa. A ideia do governo é expandir ainda mais o sistema e alcançar a marca de 175.000 veículos de duas rodas até 2020.