Manila, Filipinas tem 2 atitudes empreendedoras

Manila resolve problema de tratamento de água e inundações com projeto inovador

Ilhas artificiais criam jardins que, além de limpar a água, protegem a população de desastres naturais nas Filipinas

Ilhas flutuantes com plantas aquáticas foram capazes de filtrar poluentes e transformar um canal de esgoto de Manila em água limpa novamente. Essa tecnologia foi instalada no canal Paco, um dos diversos cursos de água que desaguam na Baía de Manila, nas Filipinas. O sistema, criado pela empresa escocesa Biomatrix Water, pode ser instalado em rios, canais e lagos contaminados pelo mundo todo após pequenas adaptações específicas para cada ecossistema.

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No caso de Manila, cidade sujeita a inundações e tufões, foram criados módulos que imitam o formato de colméias, mais resistentes às diferenças de volume dos rios da região. As ilhas artificiais têm aproximadamente 110m² e contém algas, plantas aquáticas e aéreas, além de um reator capaz de adicionar ar à água. Elas propiciam um ambiente perfeito para a instalação de bactérias que se alimentam de poluentes do canal. Além de despoluírem o rio, essas ilhas também são jardins no meio da cidade, onde se instalam aves e outros animais – essenciais para a transformação do canal. Antes, ele era apenas um esgoto a céu aberto, agora é o lar para animais – um rio vivo novamente.

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É claro que o canal só se mantém limpo porque o governo construiu infraestrutura capaz de evitar que o lixo voltasse a cair e repoluir o local. O engajamento da população em torno da causa também foi essencial para a rápida recuperação da região. Esse sistema da Biomatrix é eficiente e ainda custa menos que a metade da instalação de uma estação de tratamento de águas convencional.

Veja as ilhas em ação:

 

Quem fez acontecer?

A empresa Biomatrix Water, com sede na Escócia.

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Imagens: Planeta Sustentável (que retirou as imagens do Facebook – reprodução da página https://www.facebook.com/kapitbisigparasailogpasig )

Uma maratona online que salva vidas em Manila

Evento nas Filipinas estimula criação de aplicativos para diminuir os riscos em desastres

Após a destruição causada pelo Tufão Haiyan em 2013 nas Filipinas, a embaixada dos EUA no país financiou a maratona hacker TechCamp (o que é uma maratona hacker?). O objetivo do evento era reunir desenvolvedores, designers, empreendedores, ONGs e pessoas interessadas em tecnologia para criar aplicativos que possam ajudar a salvar vidas em futuros desastres naturais.

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Foram 23 horas de neurônios focados em resolução de problemas relativos a fenômenos da natureza e estas foram as 3 propostas ganhadoras:

1. Kuwago foi o protótipo que levou o primeiro lugar no TechCamp. Ele tem o objetivo de ajudar o governo a fazer decisões mais inteligentes sobre desastres iminentes. Ele será usado para monitorar a velocidade e direção do vento, respondendo às seguintes perguntas: “a tempestade está ficando pior?”, “quanto tempo nós temos para evacuar essa área que está ficando em risco?”. O aplicativo irá fornecer uma avaliação do perigo e recomendações de atuação do governo local.

2. “DE – Assessing Structural Integrity Made Easy”, app que ganhou o segundo lugar no hack-a-thon, produz um relatório sobre a integridade de edificações, reduzindo o tempo de inspeção de documentos de semanas para 5 minutos. Basta responder a perguntas simples como a data de construção do prédio, tipo de construção e perigos de água, fogo e terreno que o local enfrenta.

3. ERPAT, o terceiro aplicativo vencedor da maratona, também elimina camadas de burocracia, desta vez para emitir permissões de moradia, negócios e edificações. Empreiteiras, arquitetos e construtores em geral poderão enviar seus pedidos pelo aplicativo e a informação será enviada diretamente aos inspetores prediais do governo, que enviariam, por sua vez, dados, fotos e outras observações.

Quem fez acontecer?

Desenvolvedores, designers, empreendedores, ONGs e pessoas interessadas em tecnologia.

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