Minas Gerais, Brasil tem 11 atitudes empreendedoras

Cidades se unem para criar passaporte turístico nos caminhos da Estrada Real

Documento, quando carimbado em várias localidades, pode virar um certificado de conclusão do caminho no final da viagem

Inspirado no Caminho de Santiago de Compostela, o passaporte Estrada Real é um documento que atesta a conclusão da rota com carimbos. Já no século XVII, a Estrada Real ligava o litoral às minas de Minas Gerais por quatro caminhos: Velho, Novo, dos Diamantes e Sabarabuçú (este último ainda não está incluído no passaporte). Eles somam 1.600 km de extensão e passam por 199 municípios e distritos (169 deles em Minas), com reservas naturais, dezenas de cachoeiras e cidades de importância histórica e artística. Os percursos podem ser feitos de carro, à pé, à cavalo ou de bicicleta. Devido à sua extensão e potencial turístico, a Estrada Real é considerada a maior rota turística do Brasil.

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À medida que os turistas passam pelas cidades participantes, eles podem ir até um dos pontos oficiais designados pelo Instituto Estrada Real e receber um carimbo daquela localidade. Ao completar o trajeto com uma quantidade mínima de carimbos, o viajante recebe um certificado de conclusão da rota. O certificado e o passaporte foram criados com o objetivo de estimular o passeio e também de fazer com que os turistas passem por mais cidades em cada caminho – nem que seja para receber mais um carimbo e tomar um café com pão de queijo.

Para pedir seu passaporte, o turista deve fazer um cadastro online e retirar sua caderneta em um dos pontos oficiais do início da Estrada Real (Ouro Preto, Diamantina, Paraty, Petrópolis ou Tiradentes) em troca de um quilo de alimento não perecível.

Instituto Estrada Real oferece ferramenta para turistas montarem seu roteiro de viagem

Com o Sitgeo, viajantes podem calcular rotas e decidir quais dos mais de 9 mil pontos de interesse eles irão visitar

Esta semana falamos sobre a maior rota turística do Brasil. Quatro caminhos da Estrada Real passam por 198 municípios e distritos de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, e oferecem atrações para todos os gostos. Com tanta diversidade nas mãos, é natural que os turistas fiquem indecisos quanto ao que ver e o que fazer. Por isso, essa novidade pode ser uma mão na roda.

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O Instituto Estrada Real (IER) criou o Sitgeo, um guia virtual para ajudar os viajantes a planejar seu roteiro. A ferramenta foi elaborada pelo IER em parceria com o Instituto Mineiro de Desenvolvimento (IMDC) e com a TerraVision Geotecnologia e Geoinformação, empresa de tecnologia e serviços de geoprocessamento. Criada como uma extensão do Google Maps, os usuários vão escolhendo as cidades por onde querem passar. Opções de hospedagem, alimentação, atrativos históricos e naturais vão aparecendo e podem ser incluídos no roteiro. Depois de tudo escolhido, a ferramenta calcula quantos dias são necessários para realizar cada atividade marcada e ajuda a organizar a viagem dia-a-dia. Depois, o mapa com o roteiro pronto pode ser baixado para um GPS ou salvo em um mapa privado (ou público) do Google Maps.

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O Caminho dos Diamantes, de Ouro Preto a Diamantina, também está disponível no Wikiloc, serviço que permite a contribuição dos usuários nas dicas já escritas pelo IER. Para quem já quer um roteiro fechado, a Estrada Real oferece roteiros planilhados. Trajetos prontos estão no TrackSource, rede de mapas colaborativos para navegadores e receptores GPS. As atrações e roteiros foram catalogados e organizados por geógrafos em parceria com turismólogos, profissionais do IER e dos municípios que fazem parte da rota.

Como melhorar o trânsito de uma cidade

Em Belo Horizonte, a salvação pode chegar sobre duas rodas e sem mais atrasos para a cidade

Há quem diga que Belo Horizonte (MG) não é uma cidade propícia para andar de bicicleta. Entre as desculpas, estão as ruas muito movimentadas, o calor constante e as infinitas ladeiras que tomam conta de toda a geografia da cidade. No entanto, existe um movimento antigo, que vem crescendo nos últimos anos e prova justamente o contrário. A bicicleta tem ocupado cada vez mais espaço na vida dos belorizontinos, seja como forma de lazer, meio de transporte e, mais recentemente, como negócio lucrativo.

Você já ouviu falar dos bike boys ou ciclomensageiros? São ciclistas ou bicicleteiros (como alguns gostam de ser chamados) que uniram o útil ao agradável e transformaram um hábito em uma atividade profissional. É o exemplo dos Dizzy Express, uma turma de amigos que costumava se encontrar para pedalar e pensou que seria muito interessante para a cidade – e para eles próprios –  criar um serviço de entrega de encomendas feito de bicicleta. Uma novidade mal explorada em BH até então.

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O que começou como brincadeira evoluiu para um negócio bem estruturado e horizontal, em que os sócios/amigos realizam todas as funções da empresa, desde o atendimento até a entrega. Foram eles os responsáveis por modernizar a ideia de delivery feito por bicicletas na cidade. Há registros de outras empresas que também fazem uso de ciclomensageiros além dos convencionais motoboys, e até daqueles profissionais que atuam sozinhos como bike boys.

Foram os Dizzy que se organizaram como uma cooperativa atual e congruente com o espírito do tempo. Eles não somente atingiram um público diferente com a comunicação descontraída nas redes sociais como também testaram uma nova estrutura organizacional de empresa, com conceitos como colaboração e os já praticados por todos anteriormente como ocupação da cidade, sustentabilidade e mobilidade urbana.

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Na cola desta tendência que evolui nas cidades de todo o mundo, mais ciclistas têm pedalado por Belo Horizonte e mais negócios têm surgido. Talvez seja uma unanimidade entre quem pedala e também quem não tem o hábito: bicicletas são um meio de transporte que não faz barulho, não polui e não impacta negativamente a cidade.

Ainda resta alguma dúvida? Veja aqui e se convença de uma vez:

 

Projeto reutiliza água da chuva para cultivar flores em Minas

Bem sucedido no combate à seca deste ano, o projeto de Munhoz será implantado em outras cidades do Sul de Minas

Para contornar os riscos de falta d’água em períodos de seca, Roberval Ramos de Moura criou um projeto de armazenamento de água da chuva para reutilizá-la nas suas plantações de flores. A solução é relativamente simples: a água cai na coberta das estufas, é guiada por um sistema de calhas, passa por uma galeria e chega aos reservatórios.

A proposta deu tãoOlho cidades empreendedoras 2603 certo que ele criou um reservatório para cada estufa que possui. O sistema é capaz de armazenar até 2 milhões de litros de água e Ramos não teve problemas com a estiagem que atingiu a região sudeste do Brasil nos últimos meses, por exemplo. A chuva que houve foi suficiente para encher metade dos reservatórios e é com essa água que ele irriga as flores três vezes por semana.

Com 2 milhões de litros de água, o que corresponde a um reservatório cheio, é possível irrigar uma lavoura de dois hectares com flores por até quatro meses. Os tanques de armazenagem também ficam perto das lavouras, o que reduz gastos com transporte.

Outras cidades pretendem implantar o sistema criado para aproveitar a água da chuva. Na cidade de Itapeva, a solução já é usada por produtores de rosas e alstroemérias.

 

Quem fez acontecer?

O produtor Roberval Ramos de Moura