Nova Iorque, Estados Unidos tem 4 atitudes empreendedoras

Infraestrutura é transformada com cidadãos conectados

Nova Iorque cria plataforma digital aberta para interagir com seus habitantes e promover mudanças na infraestrutura

Nova Iorque parece ter encontrado um jeito de deixar a política mais próxima do cidadão e permitir uma interação mais direta, objetiva e transparente. A resposta está em uma nova plataforma online chamada Council 2.0.

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O plano de execução do projeto precisou ser elaborado por um comitê interno multidisciplinar chamado “Working Group on Public Technology and Civic Engagement” que, por sua vez, consultou especialistas em construção de plataformas digitais abertas.

A intenção é que o Council 2.0 seja um grande “guarda-chuva” institucional para infraestruturanydiversas ações digitais para a cidade de Nova Iorque como, por exemplo, o Council Labs, uma das primeiras iniciativas a ser implementada no próximo outono no hemisfério norte. Trata-se de um site de ideias que vai permitir que os habitantes vejam, a princípio, as verbas e fases de desenvolvimento de diferentes projetos na cidade.

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De acordo com Brad Lander, que preside a comissão de regras, “ao fornecer acesso aberto aos dados da câmara, ao melhorar a interação em nossas redes sociais e ao tomar medidas concretas para implementar novos modelos de engajamento, estamos construindo uma cidade mais inclusiva.”

Para quem não é tão familiarizado com novas tecnologias, os responsáveis pelo projeto também estão cientes desta parcela da população e prometem desde uma acessibilidade diferente ao site a outras ideias que estão por vir. O Council 2.0 será implementado em fases, fazendo uso inclusive de informações coletadas durante as fases de lançamento para aprimorar ainda mais suas ferramentas.

Parece um projeto promissor que mostra como a infraestrutura pode sim evoluir com as novas tecnologias e as novas formas de interação social, sem perder a transparência. O que você acha?

 

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O futuro do transporte são os veículos compartilhados

Um aplicativo em NY pretende lançar linhas de transporte alternativo compartilhado em carros maiores e mais baratos que táxis

Com certeza você já parou para pensar em como a mobilidade urbana e o transporte público da sua cidade poderiam ser muito melhores. Ainda mais quando lemos notícias ou temos experiências em outras cidades do mundo que possuem metrôs bem planejados ou linhas de ônibus eficientes. Agora, Nova York pode entrar para a lista também como um lugar que oferece transporte complementar ou alternativo ao ônibus, metrô e táxi.

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Recentemente, foi lançando na cidade o aplicativo Via, criado para oferecer transporte de qualidade em carros maiores como SUV’s (sigla em inglês para veículo utilitário esportivo) e vans Sprinter, com preços acessíveis para o usuário que faz uso de transporte diário.

Mas vans não são novidade no transporte alternativo, você poderia pensar. Sim, não são. A diferença do Via é a possibilidade do passageiro agendar o horário de embarque e pagar a sua viagem através do aplicativo. Além disso, o passageiro escolhe a melhor esquina para embarcar, divide o carro com outras pessoas e o valor da corrida é pouco acima da passagem de ônibus e bem abaixo do que um taxista cobraria: apenas 5 dólares a corrida.

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O que separa o Via dos outros aplicativos de transporte compartilhado é o seu sistema dinâmico que se ajusta automaticamente às novas solicitações de viagem em tempo real. O sistema leva em consideração diferentes fatores para decidir se é razoável adicionar um novo passageiro a um veículo em trânsito como, por exemplo, espaço no veículo, origem, destino e desvios na rota requerida. As atualizações são feitas em tempo real pela base de dados do aplicativo e não oferece distrações para o motorista do veículo.

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Por enquanto, os carros do Via estão funcionando em poucos quarteirões de Nova York, mas a empresa acaba de receber um investimento de US$ 27 milhões e planeja expandir para novos mercados.

De acordo com os criadores do Via, o sucesso da ideia reside no fato das pessoas estarem interessadas em soluções de transporte que cobram um pouco a mais do que os ônibus, mas aumentam drasticamente sua conveniência e não sejam tão dispendiosas como utilizar táxis diariamente. Você seria um adepto desta ideia?

Organização mapeia terrenos públicos baldios em NY para transformá-los em espaços comunitários

O Urban Reviewer, além de mapear, oferece instruções para utilizar os espaços ociosos de forma inteligente

Nova York tem centenas de lotes vagos criados pela prefeitura entre 1949 e 1974. Durante o período, áreas classificadas como “favelas” foram demolidas com o plano de serem transformadas em espaços abertos de convivência, mas eles nunca foram construídos. A cidade ficou com diversos quilômetros quadrados de terrenos baldios de propriedade pública sem uso pelo público em bairros como Brooklin, Bronx, Queens e até a intensamente populada Manhattan.

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A organização 596 Acres se formou em 2011 com o objetivo de mapear todos esses espaços para que os moradores da cidade pudessem transformá-los em terrenos comunitários. A fundação tem esse nome porque os 569 acres correspondem aos cerca de 2,5 km² de terrenos baldios existentes no Brooklin.

Hoje, 144 desses lotes estão sendo reorganizados e 29 já estão abertos ao público. Para montar o mapa interativo, um grupo de voluntários teve que espezinhar planos públicos de diversas gestões da prefeitura da megalópole – 1984 foi o último ano em que o órgão se preocupou em mapeá-los.

Com o Urban Reviewer é possível ver os lotes vagos de propriedade pública e saber que tipos de planos existiam para cada terreno. No site da 596 Acres também estão compiladas ferramentas e passo-a-passos para transformá-los em espaços comunitários como hortas, centros culturais, jardins, playgrounds ou o que mais for de interesse da comunidade do entorno.

Quem fez acontecer?

596 Acres e Smart Sign.

Quer ver uma ideia como essa acontecer na sua cidade?

Compartilhe com seus amigos ou crie seu kit Minha Cidade Empreendedora e veja como fazer suas ideias acontecerem!

 

Nova Iorque prioriza a informação para evitar surpresas com eventos climáticos

A cidade procura lembrar os habitantes da força dos eventos climáticos para que não sejam mais pegos de surpresa

A memória sobre a força de eventos climáticos extremos não era, digamos, muito fresca na memória da maioria dos nova-iorquinos. Outras preocupações como ataques terroristas, manifestações e greve de trânsito tomavam conta da pauta com mais exclusividade. Até que o furacão Irene, há 3 anos, pegou de surpresa a cidade mais populosa dos EUA, deixando um rastro de destruição.

Foi então que o escritório de emergência da prefeitura da cidade de Nova Iorque entendeu que essa falta de consciência é uma deficiência que a cidade tem trabalhado para remediar.

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[fonte: wikipedia]

De acordo com a porta-voz do escritório, as metas têm mudado ao longo dos anos. Antes eles se preocupavam em fazer as pessoas tomarem consciência de que furacões podem sim acontecer na região. A abordagem hoje é mais sutil. A intenção é preparar os 3 milhões de cidadãos que vivem nas zonas de evacuação para terem um plano, saberem sua designação e se manterem informados.

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[fonte: nyc.gov ]

Quando o furacão Irene estava se aproximando da costa leste, em agosto de 2011, a cidade tinha apenas 3 zonas de evacuação: A, B e C. Embora houvesse mapas disponíveis e links no site da prefeitura, a informação não foi direta ou fácil de ler. Muitos moradores procuraram outros recursos de informação, como o site do New York Times que publicou mapas on-line de fácil utilização.

A campanha Know Your Zone então foi iniciada para prover a população com informações mais fáceis de acessar, ler e entender. Uma iniciativa para manter todos atentos aos perigos e, o mais importante, saber para onde se direcionar em urgências. Foram pensados anúncios em outdoors, abrigos de ônibus e no metrô para que cada pessoa conheça a sua área (know your zone) e um novo site de fácil utilização contém todas as informações, incluindo mapas atualizados que mostram o novo sistema de evacuação de 6 zonas.

“Quando se trata de preparação para emergências, a informação é fundamental”, disse a porta-voz do escritório de emergências. Nós concordamos.

Quem fez acontecer?

A prefeitura de Nova Iorque através do Escritório de Emergências.

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