París, França tem 5 atitudes empreendedoras

Uma das cidades mais visitadas do mundo quer banir carros

Paris já ensaia o que pode ser uma das medidas mais drásticas de combate à emissão de gases tóxicos

Quando se trata de poluição de cidades, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, parece entrar em um campo de batalha. Em recentes declarações à imprensa francesa, Anne anunciou medidas que foram consideras as mais drásticas para o combate à poluição implementadas por uma grande cidade do mundo. Um de seus planos é que até 2020 nenhum combustível diesel vai ser queimado dentro de Paris.

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Isso significa que carros regulares serão banidos das rotas que apresentam mais movimento e, consequentemente, mais poluição. Estas rotas, por sua vez, serão abertas exclusivamente para veículos elétricos e híbridos. Enquanto isso, a maioria dos bairros centrais da cidade (os quatro primeiros arrondissements) serão fechados para o trânsito de veículos, com exceção dos veículos dos residentes, dos serviços de delivery e emergenciais.

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Para contrabalancear, o número de ciclovias será duplicado até 2020, enquanto a cidade vai financiar um esquema de compartilhamento de bicicletas elétricas para incentivar as pessoas a se locomover por duas rodas. Nas palavras da prefeita, ela deseja que Paris “seja exemplar”.

Se alguém achou a medida muito séria é porque a situação da cidade também é. O centro de Paris tem apresentado, geralmente, uma fumaça tão tóxica que, segundo cientistas e médicos, pode reduzir a expectativa de vida do cidadão em 6 meses.

Essas medidas podem parecer impensáveis de se implementar em outras cidades dominadas pelos carros, mas como funcionários da prefeitura de Paris apontaram, a proporção de residentes que não possui carro está aumentando rapidamente. Em 2001, o número de parisienses sem carro estava em 40%. Em 2014, essa porcentagem subiu para 60%.

Agora é torcer para que este exemplo influencie outras tantas cidades do mundo.

 

Designers de guerrilha ocupam as ruas de Paris com mobiliário feito de lixo

Os artistas fazem performances noturnas para transformar materiais descartados em móveis

Os designers de móveis Duccio Maria Gambi e Mattia Paco Rizzi coletam pallets de madeira e móveis doados para criar mobiliário de guerrilha em  Paris, na França. O projeto se chama Chapitre Zero e seu objetivo é tornar espaços públicos mais agradáveis para as pessoas e oferecer mobiliário feito na rua mesmo, com materiais reaproveitados. O projeto existe desde o começo de 2013, quando um grupo de amigos designers que vivem em Paris decidiram reaproveitar materiais que viam disponíveis pela cidade. Eles decidiram construir tudo na rua mesmo, de madrugada, numa espécie de performance noturna.

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Os designers trazem consigo lanternas, ferramentas sem fio e tudo mais que precisarem para transformar os pedaços de madeira e tecido em mobília. As instalações são feitas especificamente para cada lugar que são construídas: ruas parisienses, margens do rio Sena e estações de metrô.

Quem quiser participar das ações do projeto podem entrar em contato com os organizadores pelo Facebook e saber quando serão as próximas reuniões.

Quem fez acontecer?

Os designers de móveis Duccio Maria Gambi e Mattia Paco Rizzi

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Associação mantém jardim comunitário às margens de trilhos de trem abandonados no centro de Paris

Animais e plantas são criados e cultivados em um espaço ocioso

Galinhas, abelhas e mais de 30 espécies de plantas comestíveis e flores ornamentais são cultivadas na região central de Paris, mais especificamente no lugar das instalações de uma estação de trem abandonada.

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Os Jardins du Ruisseau (literalmente Jardins do Córrego) ocupam uma área às margens dos trilhos abandonados do Petite Ceinture (pequeno cinturão) no 18º arrondissement, que é uma área formada por 4 bairros, e são mantidos por uma associação de moradores da região, chamada Les Amis des Jardins du Ruisseau.

A área também abriga uma construção feita para ensinar as crianças sobre o ecossistema local. Durante os fins de semana, o jardins são abertos ao público para a realização de piqueniques ou pequenos shows às margens dos trilhos.

O Petite Ceinture foi construído há mais de 150 anos circulando o centro de Paris e tem mais de 30 km de extensão. Essa linha de trem foi completamente abandonada em 1934 devido ao avanço do metrô e da popularização de carros particulares. Em 1998, Denis Loubaton e outros moradores da Villa des Tulipes, uma rua próxima da antiga estação Ornano, se uniram para transformar suas instalações decadentes em um jardim comunitário. Hoje a associação conta com mais de 450 membros e coopera com escolas próximas, abrindo seus espaços para os estudantes.

Os Jardins foram os primeiros a ocuparem o Petite Ceinture após o seu abandono. Outros empreendimentos o seguiram: hoje há restaurantes, casas de shows que ocupam estações abandonadas e até tours não-oficiais que percorrem os trilhos dos trens ou usam de seus túneis para descer às catacumbas da cidade.

Quem fez acontecer?
Associação Les Amis Des Jardins du Ruisseau.

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Fonte.

Sistema de aluguel de bicicletas em Paris ganha adicional para crianças

Agora toda a família pode alugar as bicicletas que virão em tamanhos variados, algumas até com rodinhas

Enquanto aqui no Brasil as bicicletas compartilhadas começam a dar suas primeiras pedaladas em algumas poucas capitais do país, em Paris a velocidade é outra e elas começam agora a pegar carona com a próxima geração.

Para quem não conhece, o Vélib é o sistema gratuito de empréstimo de bicicletas implementado pela prefeitura de Paris há 7 anos. Com um número inicial de 10.000 bicicletas e 750 estações, o negócio cresceu tanto que em apenas um ano saltou para 20.000 bicicletas e 1.200 estações. E funciona da seguinte maneira: a primeira meia hora é gratuita e depois é cobrado o aluguel de acordo com o tempo de uso.

E esse famoso e bem sucedido sistema de compartilhamento acaba de adicionar à sua rede de magrelas, 300 modelos em menor escala para crianças a partir dos 2 anos de idade.

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O P’tit Vélib não só estimula as famílias a passarem mais tempos juntas como também instiga hábitos eco-friendly nas crianças que durarão para sempre. Ainda mais em uma idade em que o aprendizado está em uma de suas fases mais intensas de absorção.

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Instaladas em áreas verdes da cidade, as bicicletas vêm em quatro tamanhos diferentes que incluem até as rodinhas traseiras para os pequenos que ainda não sabem se equilibrar sozinhos.

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Os preços variam de acordo com o uso. Uma hora pode sair entre 4 e 6 euros, com um limite máximo de 12 euros por dia.

Sabia que era comum as famílias parisienses viajarem para o interior onde seus filhos pudessem aprender a andar de bicicleta? A agora com a instalação das bicicletas infantis, ficou mais fácil manter as pessoas dentro dos limites da cidade. Elas podem assim aproveitar ao máximo todas as suas possibilidades.

De acordo com a prefeitura, devido ao sucesso do programa até o momento, a cidade já tem planos de lançar mais dois locais antes do final do verão de 2014.

Quem fez acontecer?

O sistema de compartilhamento de bicicletas foi criado pela prefeitura de Paris e é gerido pelo grupo JCDecaux.

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