Quito, Ecuador tem 1 atitude empreendedora

No Equador uma iniciativa revitalizou a memória histórica da capital

Em Quito um projeto trouxe uma nova cara para um dos centros históricos mais bonitos da América Latina

O desenvolvimento e a evolução de uma cidade nem sempre estão relacionados a avanços tecnológicos ou inovações científicas. Às vezes, um simples resgate da tradição pode ser a ação responsável por trazer de volta um sentimento de bem-estar e orgulho que vai inspirar as pessoas a mudar sua maneira de interagir com o entorno.

Em Quito, no Equador, visitas turísticas guiadas e a valorização da história do país estão fazendo a capital renascer. Para se ter uma ideia, a cidade tem o centro histórico mais preservado e menos alterado dentre os países da América Latina. No entanto, seus 2 milhões de habitantes não estavam acostumados a valorizar isso. Afetado por um terremoto em 1987, o centro histórico acabou perdendo seu valor e virou casa daqueles que não podiam se dar ao luxo de mudar para outro lugar mais seguro e mais caro. Suas ruelas ficaram degradadas e inseguras com o tempo.

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Ainda bem que o rumo da história tem mudado graças a uma organização que contribui para uma mudança de atitude da população. Quito Eterno  foi fundada em 2002 por jovens que queriam apresentar a história esquecida da sua cidade aos visitantes de fora. Agora, mais de uma década depois, as visitas guiadas da ONG tornaram-se um marco na educação da população jovem, e vem transformando a mentalidade coletiva do país.

Um dos idealizadores do projeto diz que eles se colocaram à frente como uma forma de educação alternativa no início, com uma ideia simples: passeios dramatizados para explorar a história da cidade e a memória cultural. Ao longo dos anos, Quito Eterno se sustentou através dos passeios e todos os seus guias são funcionários pagos. Além disso, é tudo falado em espanhol e destinado aos moradores.

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O resultado se vê nas ruas e no pensamento da população que passou a valorizar sua história e sua cidade. A consequência disso? As pessoas passam a acreditar mais em si mesmas e a cidade inspira mais inovação e confiança.