Rio de Janeiro, Brasil tem 3 atitudes empreendedoras

Fábricas de cerâmica no RJ, têm projeto sustentável

O projeto em Itaboraí investe troca óleo derivado do petróleo por biomassa e faz parte de programas de venda de créditos de carbono

As empresas Cerâmicas Guaraí, Itabira e Santa Izabel, no município de Itaboraí, RJ, trocaram o óleo BPF, derivado do petróleo, por lixo orgânico e madeira sustentável na geração de energia para suas linhas de produção. Antes da implementação do projeto “Rio Cerâmica Biomassa”, as fábricas usavam cerca de 4,1 milhões de litros de óleo por ano para produzir 60 mil toneladas de tijolos de cerâmica. Hoje, o óleo foi substituído pela queima de serragem, que antes era descartada como lixo pelas indústrias locais, além de madeira de áreas de reflorestamento sustentável.projetosustentávelolho1

A decisão de trocar o combustível inspirou as fábricas a investir em infraestrutura. Uma alimentadora automática para a biomassa reduziu a exposição dos trabalhadores às altas temperaturas das caldeiras, significando um ambiente mais seguro.

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Mulheres foram contratadas prioritariamente para trabalhar no processo produtivo das fábricas, incluindo-as no setor da construção civil, que é caracterizado por ser predominantemente masculino. De acordo com Cardoso, proprietário da Cerâmica Itabira, essa escolha está gerando bons resultados, pois a perda de produção tem sido melhor. “As mulheres se mostram mais cuidadosas e responsáveis”, afirma. Também há esforços para contratação de pessoas portadoras de deficiência e ex-presidiários, para ajudá-los a reinserir-se no mercado de trabalho.projetosustentávelolho12

Parte da madeira empregada como biomassa nas fábricas é comprada da ONG Mundo Verde, que organiza moradores de favelas próximas na coleta de resíduos de madeira. As fábricas investiram também em revitalização de quadras esportivas, entrega de materiais de construção para reforma de escolas e outras iniciativas, como a doação de cestas básicas para as vítimas dos deslizamentos de terra em Teresópolis em 2011.

O projeto faz parte de programas de venda de créditos de carbono e já está em sua quarta verificação de emissões. Estima-se que a substituição por biomassa nas fábricas reduzirá 423.036 toneladas de dióxido de carbono em 10 anos.

 

Conheça outros projeto s sustentáveis:

 

Fontes 1/2

Projeto quer ouvir os cariocas para melhorar as políticas públicas do Rio de Janeiro

Com o projeto, prefeitura irá analisar as demandas inseridas e qualificar as diferentes ações dos órgãos governamentais

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Criado pelo LAB.Rio, Laboratório de Participação da Prefeitura do Rio de Janeiro, o projeto Mapeando é um meio que os cidadãos cariocas têm de qualificar as políticas públicas existentes e sugerir novas. No mapa disponível, as pessoas adicionam pontos de comentários e sugestões e esses dados são analisados para definir as prioridades da prefeitura. Periodicamente, as reclamações e sugestões mais populares são enviadas para os órgãos de cada área.

Para entrar, basta criar um login no site com seu e-mail. Uma vez dentro da plataforma, é possível colocar novos pontos no mapa pedindo pela melhoria de serviços. Os usuários também podem comentar demandas de outras pessoas para que elas tenham mais visibilidade. Por enquanto, o foco é em mobilidade, com demandas por transporte público, melhoria de travessias de pedestres, ciclovias e novos pontos de ônibus.

 

Quem fez acontecer?

LAB.Rio, Laboratório de Participação da Prefeitura do Rio de Janeiro

Escola de música na Rocinha dá oportunidade para jovens músicos

A maior favela do Brasil tem uma escola de música diferente que está mudando a situação de jovens carentes do Rio de Janeiro

Na Rocinha, a maior favela do Brasil, as pickups dão o tom da mudança social pela música. Lá funciona na Rocinha escola de DJs Spin Rocinha, projeto idealizado pelo DJ Zezinho, que oferece aulas gratuitas de mixagem e harmonização de batidas para jovens carentes.

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Para quem não sabe, pickup é o equipamento básico de um DJ, composto de dois toca-discos e um mixer que permite tocar e “misturar” duas músicas ao mesmo tempo. DJ Zezinho é um brasileiro que se dedica às pickups há mais de 20 anos com vasta experiência internacional nos EUA e Canadá. Desde 2011, se instalou na Rocinha para promover uma transformação e oferecer um caminho diferente para os jovens carentes da região.

O dinheiro utilizado para a manutenção da escola vem de doações e da empresa Favela Adventures, do próprio DJ Zezinho. Além de ensinar habilidades técnicas básicas, a Spin Rocinha também oferece workshops de produção digital para os jovens aprenderem como fazer suas próprias faixas eletrônicas. É oferecido ainda um suporte acadêmico informal, já que é preciso saber um pouco de inglês para aprender a controlar os equipamentos de DJ importados dos EUA.

DJ Zezinho conta que, atualmente, 3 dos estudantes começaram a fazer shows e a receber por isso, mas ainda é um trabalho informal e de tempo parcial para eles. O desejo de Zezinho é que com o foco que DJs têm ganhado no mundo da música, esta situação possa trazer mais oportunidades para seus alunos no Brasil.

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DJ Zezinho, fundador da Spin Rocinha

O próximo passo da organização é a compra de um prédio para atender à crescente demanda por aulas. A sala da Spin Rocinha hoje só pode acomodar confortavelmente de 8 a 10 pessoas ao mesmo tempo. A situação ideal seria ter uma sala de aula, um estúdio de gravação e espaço de prática para os alunos trabalharem suas produções. A ideia é também lançar um podcast em uma rádio comunitária para que mais pessoas possam conhecer o que os alunos criam.

Nas palavras do DJ Zezinho, “eu gostaria de ver as coisas melhorarem por aqui e eu realmente acredito que se todo mundo fizer um pouco, a favela vai se tornar um lugar melhor. Eu já estou fazendo a minha parte com este projeto”, conta orgulhoso.

Nós já estamos ansiosos para ouvir mais novidades deste projeto.

 

Quem fez acontecer?

A escola de DJs Spin Rocinha, idealizada pelo DJ Zezinho

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