São Francisco, Estados Unidos tem 4 atitudes empreendedoras

E se você quiser mudar sua fazenda urbana de lugar?

Empresa cria projeto móvel de cultivo de hortaliças

Cidade grande, poluição, prédios, hortaliças frescas e saudáveis? Sim! Cabe tudo isso na mesma frase e (quase) no mesmo espaço. E a gente conta como é possível. 10517532_758328850892674_4992929692593964300_n As fazendas urbanas não são novidade em várias cidades mundo afora. Basta encontrar um lugar inutilizado – como os telhados de prédios comerciais – e preparar o espaço para cultivar verduras e legumes. No entanto, o investimento não é tão simples. É necessário preparar o local para receber a terra, a irrigação e as estufas para proteger os alimentos das intempéries do clima. Sem falar que hortas não são vasos que podem ser mudados de lugar, certo? Quer dizer, agora são mais ou menos isso. nick_with_UCSC Cityblooms é a empresa norte-americana idealizadora das mini-fazendas portáteis, modulares e tecnológicas. Com estrutura leve e peças removíveis, é relativamente simples mudá-las de lugar. Segundo a empresa, com a possibilidade de “rearranjar” as coisas no futuro, donos de estabelecimentos inutilizados estão mais inclinados a implementar uma horta dessas em suas propriedades. E não é só pela mobilidade. As mini-fazendas são conectadas à eletricidade para oferecer monitoramento remoto das plantações. O sistema automatizado controla o crescimento das sementes, o nível de umidade, a nutrição das plantas e ainda rega, orienta a ventilação, os drenos e filtros de água. O “fazendeiro” pode administrar tudo online. 1422410_758337234225169_8662551583900187419_n Além do aparato digital, as estufas evitam o contato das hortaliças com a poluição do ambiente. O resultado são alimentos livres de material tóxico. Mesmo com o gasto de energia elétrica, o investimento é compensado pela capacidade de produção (27 kg de vegetais por semana em uma estufa com dez pés) e pela redução do custo em transporte – já que a ideia das hortas locais é abastecer aquela determinada área. Confira mais detalhes no vídeo abaixo.

Alguns protótipos já estão sendo testados na área da baía de São Francisco, nos EUA. A expectativa é que o produto chegue o quanto antes ao mercado norte-americano e, depois, ao internacional. Já imaginou qual local em sua cidade poderia receber uma dessas?

Leia mais sobre fazendas urbanas:

O transporte redesenhado em São Francisco

Startup lança transporte coletivo que tem até cafeteria a bordo

Transporte público. Duas palavrinhas que não conseguem atender às demandas e expectativas de pessoas no mundo inteiro, principalmente se focarmos em ônibus coletivo. Engana-se quem pensa que isso é um problema exclusivamente do brasileiro. Nos EUA há um consenso de que há muito o que melhorar nos ônibus que circulam por muitas cidades de lá. Tendo isso em vista, uma startup resolveu aproveitar a oportunidade e lançar um serviço de transporte público que oferece conforto acima da média.

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Leap é a startup que pretende balançar o mercado de transporte de São Francisco. Por enquanto, existe um ônibus beta circulando entre o centro e o bairro da marina e ele está equipado com internet wifi, mesas de bordo, sofás, tomadas USB e até lanches orgânicos e sucos naturais. Parece mais uma cafeteria sobre rodas.

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De acordo com os fundadores da startup, o Leap polui menos já que é abastecido com gás natural limpo e oferece mais possibilidades de trajetos não atendidos pelo transporte convencional. Ele circula pelos pontos de 15 em 15 minutos e os usuários podem utilizar o aplicativo para saber onde os ônibus estão e solicitar o embarque.

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Um dos intuitos por trás deste projeto é conquistar jovens da geração millennium ao oferecer atrativos típicos de pessoas conectadas, ativas e com preocupações ambientais e de bem-estar pessoal. Os idealizadores esperam que assim o transporte público volte a se tornar uma opção sustentável, possível e viável na vida dessas pessoas. Pensando em longo prazo, a ideia pode ainda inspirar o transporte público convencional e prefeituras de vários lugares do mundo. Nós esperamos que sim!

 

Leia mais sobre transporte público:

 

Projeto em São Francisco quer zerar o lixo até 2020

A cidade nos EUA, tem meta de reduzir, reusar, reciclar ou fazer compostagem de 100% do lixo gerado

São Francisco, no estado da Califórnia nos Estados Unidos, tem mais de 800 mil habitantes. O tamanho da cidade, entretanto, não impediu que fosse estabelecida a ambiciosa meta de Zero Lixo (“Zero Waste”) até 2020. O projeto foi lançado pela prefeitura em 1990 e em 2012 a cidade se dispôs de apenas 428.048 toneladas de lixo em lixões ou incinerados, os menores níveis já registrados.

projetolixo projetolixo2 Para alcançar o objetivo, a prefeitura criou fortes políticas de redução de resíduos que envolveram os aspetos legais, administrativos e sociais da reforma. A administração da cidade também se aliou à Recology, companhia de manejo de materiais, para pensar formas de inovar com esse projeto. Além disso, a cidade trabalhou para criar uma cultura de reciclagem e compostagem entre a população.

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A cidade recebeu o prêmio de Administração do Lixo do City Climate Leadership Awards este ano com o projeto. Veja entrevista (em inglês) com Melanie Nutter, diretora do Departamento do Meio Ambiente da cidade de São Francisco. No vídeo, Nutter fala sobre inovação e sustentabilidade na administração do lixo urbano.

Gostou do projeto? Conheça outras ideias inspiradoras:

Negócios de garagem podem ser lucrativos e transformam a cidade

Prefeitura de São Francisco legaliza a ocupação de garagens particulares para estabelecimentos comerciais

Você provavelmente já ouviu falar dos parklets? São projetos de intervenção urbana temporária que transformam vagas de carros nas ruas em espaços de socialização. Esses espaços costumam envolver, algum fator ambiental ao introduzir plantas ao cenário urbano e cinzento das grandes cidades. Até a prefeitura de São Paulo já adotou a ideia.

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A famosa cidade de São Francisco, nos EUA, é que leva os créditos por esta invenção. Em 2010, foi instalado o primeiro parklet público oficial na cidade. No entanto, essa característica inovadora não é um fator surpresa para os moradores de lá. A cidade tem inúmeros exemplos de projetos de revitalização e ocupação do espaço urbano que poderiam ser replicados mundo afora. O mais recente parece ser uma espécie de evolução dos parklets.

A prefeitura acaba de aprovar um projeto que regulamenta a utilização de garagens particulares para instalação de estabelecimentos comerciais como cafeterias e pequenos restaurantes. Graças a mudanças nas leis de zoneamento do Código de Planejamento de 2011, garagens de alguns bairros podem agora ser convertidas em lojas, espaços de serviço e até habitação.

A ‘18th Street’ já recebeu dois estabelecimentos que deixaram a área mais tranquila e interessante para passeios a pé. Isso porque antes as garagens eram os únicos pontos no campo de visão dos transeuntes, como é possível notar na foto abaixo.

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Agora tudo vai ficar mais convidativo. Um passeio pela rua pode ser a desculpa perfeita para tomar um café na Reveille Coffee, um dos primeiros negócios na cidade a reformar e ocupar uma garagem.

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E se isso acontecesse em sua cidade? Sua garagem daria um bom restaurante?

 

Já imaginou essa ideia acontecendo na sua cidade?

Acesse e faça download do CANVAS Minha Cidade Empreendedora http://bit.ly/15OEdTm . Além do modelo de negócios, você pode conferir dados reais sobre sua cidade. Participe!