São Paulo, Brasil tem 7 atitudes empreendedoras

Cidade em São Paulo tem turismo acessível para todos

Quase todo os hotéis de Socorro têm infraestrutura adaptada para diferentes tipos de deficiência

Localizada na Serra da Mantiqueira, em São Paulo, a cidade de Socorro reuniu esforços de todos os setores da economia para adaptar sua infraestrutura para atender às diferentes necessidades das pessoas com deficiência.

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A inclusão começou em 2005 com as atividades de aventura. Entre as mais de 20 diferentes oferecidas em Socorro e região, 10 podem ser praticadas inclusive por cadeirantes, como tirolesa, arvorismo e cavalgadas.

A mudança, então, se expandiu para o restante da estrutura da cidade, como museus, parques e empreendimentos privados. No Horto Municipal, um jardim aromático tem sinalização tátil, com pisos alerta e direcional, mapas táteis e placas em braille, para pessoas com deficiência visual, rampas de acesso, além de banheiros adaptados.

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Quase 100% dos hoteis atendem às diferentes necessidades, assim como bares e restaurantes, que apresentam cardápios em braile. Calçadas possuem rampas para atender a cadeirantes e os telefones públicos têm recursos para serem usados por pessoas com deficiência auditiva.

Hoje a cidade é referência em turismo acessível, vencedora do Prêmio Rainha Sofia de Acessibilidade Universal em 2013.

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Quem fez acontecer?

Secretaria de Turismo e Cultura de Socorro, em parceria com hoteis e agências de turismo da região

Prefeitura de São Paulo cria aplicativo para se comunicar com os habitantes

Os cidadãos ganharam um app para ficarem mais próximos das mudanças propostas pela nova lei de zoneamento

Ao pensar em uma maneira mais fácil para se comunicar com os cidadãos, a Prefeitura de São Paulo, através de um projeto realizado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano que criou uma ferramenta inovadora de participação popular para fortalecer a revisão da lei de zoneamento. Confira aqui as mudanças que a nova lei propõe para a maior cidade do Brasil.

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O app chamado Olhares Urbanos cria um canal de comunicação entre a cidade e as pessoas que podem enviar e visualizar fotos que se relacionem de alguma forma com a aplicação dos novos parâmetros urbanísticos na cidade. O objetivo é fazer com que as pessoas identifiquem exemplos aplicados na prática e influenciem positivamente no dia a dia.

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De acordo com os documentos e informações disponibilizadas no site, a pauta contempla o incentivo às fachadas ativas (ocupação da fachada localizada no alinhamento de passeios públicos) e o uso misto de edifícios (estímulo para equilibrar a oferta de habitação e emprego na cidade).

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Quem ainda não tem um aparelho compatível, já que o aplicativo está disponível apenas para sistema Android), pode colaborar por uma plataforma online aberta. Clique aqui e confira.

Uma iniciativa que pode ajudar São Paulo em vários aspectos, mas especialmente na difícil tarefa de solucionar, ou pelo menos melhorar, as questões de mobilidade e moradia que hoje são uma grande dor de cabeça para a cidade.

Prefeitura de Campinas leva alimentação de qualidade às escolas públicas

Parceria com o CEASA transformou a merenda da cidade em uma das melhores do país

Insatisfeita com a qualidade da comida oferecida nas escolas públicas da cidade oferecida por três empresas privadas, a Prefeitura de Campinas aderiu em 2002 ao programa de municipalização da alimentação escolar. Isso significa tomar as rédeas do fornecimento de alimentos para suas próprias crianças.

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Hoje, o Programa Municipal de Alimentação Escolar de Campinas oferece mais de 20 milhões de refeições por ano feitas com alimentos frescos do CEASA local. São 569 escolas, entre municipais, estaduais e entidades conveniadas beneficiadas com 16 tipos de cardápios elaborados diariamente de acordo com a faixa etária: ensino infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos. Estudantes com necessidades especiais, como diabetes, intolerância à lactose, glúten ou com necessidade de alimentação enteral também são atendidas com produtos especiais.

Os cardápios foram montados por um grupo de 10 nutricionistas e 30 outros administradores que criaram refeições baseadas na disponibilidade de alimentos ao longo do ano. As refeições são preparadas por mais de 900 cozinheiros das escolas, treinados pelo programa em uma cozinha experimental montada pelo próprio CEASA. Nesta cozinha, são feitos testes de novas receitas, cursos e programas de aperfeiçoamento dos cozinheiros. A introdução de novos alimentos e ingredientes ao cardápio escolar depende dos resultados de testes de aceitação feitos com os alunos nessa cozinha experimental.

A merenda de Campinas é uma das mais bem avaliadas do Brasil. Já ganhou o Prêmio Gestor Eficiente de Merenda Escolar por sua qualidade e também por apresentar uma alternativa ao padrão do país de contratação de empresas terceirizadas. Ao colocar a operacionalização em uma Central de Abastecimentos pública, não há custos administrativos e os alimentos são asseguradamente frescos, provenientes dos mais de 1000 produtores cadastrados pelo CEASA de Campinas.

Quem fez acontecer?

Prefeitura de Campinas em parceria com a Central de Abastecimento e Serviços Auxiliares (CEASA) de Campinas.

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Iniciativa estimula produção caseira de alimentos orgânicos em cidades como São Paulo

Por meio do contato entre os vizinhos, prática estimula o cultivo de produtos orgânicos e a divisão dos alimentos

Viver em cidades rodeadas por prédios é ideal para o cultivo de verduras. Se você achou a afirmação estranha é porque ainda não conhece um movimento que vem tomando forma em vários lugares do mundo: a agricultura urbana. Na cidade de São Paulo, os adeptos dessa prática ganharam o nome de Hortelões Urbanos e cultivam verduras, legumes e frutas em espaços reduzidos, mas cuidados com muito empenho.

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No bairro de Pinheiros, por exemplo, a arquiteta Susana cultiva hortaliças em um apartamento de 70m2. E ela conheceu, em uma feira de trocas, a Maria do Carmo, moradora do Butantã, que consegue em média 20 ovos por mês das duas galinhas que vivem em seu pequeno quintal.

Como o movimento ainda não foi organizado sistematicamente, os Hortelões Urbanos se comunicam através de uma página e um grupo no Facebook.

Baseados em alguns conceitos defendidos pela permacultura, todo o excesso produzido por essas pessoas é trocado e não vendido. Assim eles criam um senso de comunidade que, muitas vezes, carece nas grandes cidades.

E engana-se quem pensa que os produtos cultivados são apenas os básicos da alimentação brasileira. Feijão-guandu, caruru, bertália, ora-pro-nóbis, chicória são alguns dos diferentes alimentos cultivados e difíceis de encontrar em supermercados convencionais. A boa notícia é que todos estão presentes nas feiras de trocas que acontecem em bairros como Vila Madalena e Pinheiros, em SP. As trocas são livres e não baseadas em peso ou quantidade.

Quem fez acontecer?

Vários agricultores urbanos que tiveram um excedente de produção e resolveram trocar alimentos com os vizinhos.

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